Resumo dos livros Coleção Práticas Corporais e a Organização do Conhecimento
Material na Linguagem Dialógica-EAD







Livro 4





Lutas, Capoeira e Aventura

Organizadores
Fernando Jaime González
Suraya Cristina Darido
Amauri Aparecido Bássoli de Oliveira


Livro 4: Ginástica, Dança e Atividades Circenses

SUMÁRIO

Caro professor/monitor, neste livro você encontrará discussões importantes sobre os temas:

- Lutas, produzido pela prof. Luiz Gustavo Bonatto Rufino

- Capoeira, produzido pelas profas. Luciana Maria Fernandes Silva e Suraya Cristina Darido

- Aventura, produzido pelos profs. Rodrigo Cavasini, Laércio Claro Pereira Franco e Suraya Cristina Darido

Lembre-se esse material é uma fonte de pesquisa, nele podemos encontrar discussões e fundamentação dos conteúdos, bem como sugestões de aulas para que você possa trabalhar em suas aulas. Claro fazendo as devidas adequações, já que cada realidade é única.

Então, vamos lá, tenha uma ótima leitura e aproveite ao máximo o material.

Apresentação

Olá professores e monitores do Esporte da Escola!

Seja bem-vindo (a) ao Livro Esporte 4, nesse livro vamos trabalhar com destaque as modalidades: Lutas, Capoeira e Aventura.

Saiba que:

As Práticas Corporais se apresentam como manifestações culturais que podem possibilitar condições para a ampliação do número de praticantes, por conta de sua condição atrativa, assim como sua riqueza cultural, agregando sentido e significado à construção da formação integral, facilitando o vínculo dos participantes com os processos educativos formais.

O Esporte da Escola, em sintonia com as políticas educacionais gerais, visa o acesso e aprendizagem das mais diferentes práticas corporais como um direito de todos. O desenvolvimento destas manifestações culturais deve centrar-se nas orientações da formação integral e emancipadora de modo que todos possam participar das atividades organizadas, aprender com a experiência e se sentirem aptos a uma prática autônoma.

Os sentidos e significados ligados ao esporte, desencadearam a necessidade de definir ou classificar essas intenções de modo mais detalhado. Uma das definições centrais se vincula ao que é determinado legalmente, ou seja, Esporte de Rendimento, Esporte Educacional e Esporte de Participação (Lei Pelé - Lei n0 9.615 - de 24/05/1998 - DOU de 25/3/1998. Caro aluno você pode encontrar a Lei Pelé na integra acessando o seguinte link: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1998/lei-9615-24-marco-1998-351240-normaatualizada-pl.pdf ).

Entenda que na Lei Pelé (- Lei n0 9.615 - de 24/05/1998 - DOU de 25/3/1998) o Esporte Educacional é indicado com a finalidade de auxiliar no desenvolvimento integral e a formação para a cidadania e o lazer, obedecendo aos princípios da Totalidade, Co-Educação, Emancipação, Participação, Cooperação e Regionalismo.


Curiosidade:

Você precisa saber que esta coleção, que subsidiará o Esporte da Escola junto ao Programa Mais Educação, se coloca como mais uma opção que as escolas têm para a ampliação do tempo escolar e visa disponibilizar para a comunidade estudantil brasileira, novas e diversificadas vivências formadoras e enriquecedoras para a vida em sociedade.

Nas suas aulas sugerimos que você oportunize seu aluno (a):


Queremos que você entenda que nesta coleção assumimos o desafio de refletir e discutir sobre o ensino das Práticas Corporais. E, como organizamos essa dinâmica?

Para uma melhor compreensão ao longo dos capítulos apresentamos nossas convicções sobre a importância da integração dessas experiências ao projeto pedagógico mais amplo da escola, bem como refletimos sobre o para que, o que, como e quando ensinar as diferentes práticas corporais no contexto escolar.

E, para lhe ajudar nessas ações, quando você estiver lá na escola, estamos disponibilizando Planos de aula, como sugestões, dos temas

Esportes, Ginásticas, Danças, Lutas, Capoeira, Práticas Corporais de Aventura e Atividades Circenses.


INTRODUÇÃO

Caro Professor/Monitor a seguir serão apresentados os principais pressupostos que regem o trabalho metodológico dos diversos capítulos dessa coleção.

Essas informações são importantes para você direcionar seus estudos.

Vamos lá:

1 A PROPOSTA DA COLEÇÃO

Com o intuito de enriquecer pedagogicamente as ações relacionadas ao Esporte da Escola, a SNELIS/ME está disponibilizando a coleção “Práticas Corporais e a Organização do Conhecimento”, com a qual visa subsidiar a estruturação e o desenvolvimento das aulas no macrocampo Esporte e Lazer.

Os planos de aula propostos ao longo da coleção requerem dos professores atenção e prepara para seu uso. Não se trata de um receituário que deve ser seguido sem a devida reflexão sobre as ações propostas. Pelo contrário todo o indicativo aponta para o cuidado na preparação e na ação-reflexão, proposta esta que é coincidente e reforçadora dos Fundamentos Pedagógicos do Programa Segundo Tempo.

Dessa forma, procurem entender a riqueza que cada uma das tarefas proporciona.

2 PARA QUE ENSINAR AS PRATICAS CORPORAIS

Pensar as Práticas Corporais para além de suas estruturas básicas leva a indicar que o professor fique atento aos demais temas que podem ser estimulados em ações interdisciplinares, tais como: Meio Ambiente, Saúde e Alimentação, Direitos Humanos, Artes e Cultura, Inclusão Digital e outros.

As vivencias com as diferentes manifestações da cultura corporal podem enriquecer e estimular momentos de discussões sobre: a organização social, suas regras e normas; a relação entre o envolvimento com essas práticas e a qualidade de vida; o estilo de vida; a cultura humana relacionada ao tempo livre; as formas que a humanidade pode se relacionar harmoniosamente com o meio ambiente natural e tantos outros aspectos que podem ser induzidos por momentos reflexivos nas atividades desenvolvidas.

Em suma, podemos entender que o ensino das Práticas Corporais da Escola se justifica quando oportuniza aos alunos o acesso a saberes, conhecimentos, vivencias, experiências e atitudes que potencializam para alcançar os seguintes objetivos:

a) Usar algumas práticas corporais de forma proficiente e autônoma em contextos recreativos e de lazer;

b) Apreciar e desfrutar a pluralidade das práticas corporais, compreendendo suas características e a diversidade de significados que as mesmas assumem em diferentes contextos socioculturais;

c) Interferir na dinâmica local que regula/condiciona a prática corporal na comunidade, em favor da fruição coletiva, bem como reivindicar condições adequadas para a promoção dessas práticas de lazer, reconhecendo-a como uma necessidade básica do ser humano e direito do cidadão;

d) Compreender o universo de produção de padrões de desempenho, saúde, beleza

e) Reconhecer e repudiar os aspectos negativos que envolvem as práticas corporais na sociedade;

f) Estabelecer relações equilibradas e construtivas com os outros durante as práticas corporais, reconhecendo e respeitando o nível de conhecimento, as habilidades físicas e os limites de desempenho pessoais neste campo;

g) Evitar todo e qualquer tipo de discriminação quanto à condição socioeconômica, deficiência, gênero, idade, nacionalidade/regionalidade, raça/cor/etnia, ao tipo de corpo, preferencia clubística, etc.;

h) Reconhecer e valorizar a utilização de procedimentos voltados à prática segura das práticas corporais.

3 O QUE ENSINAR DAS PRÁTICAS CORPORAIS

Os conteúdos não devem ser ensinados e aprendidos apenas na dimensão do saber fazer, mas devem incluir um saber sobre os conteúdos e um saber a ser e se relacionar, de tal modo que possa efetivamente garantir a formação cidadã.

4 QUANDO ENSINAR

O aluno deve aprender tanto a jogar/praticar alguma(s) modalidade(s), como conhecer/experimentar tantas outras.

O quando ensinar, a distribuição dos conteúdos ao longo de um determinado período, é diretamente condicionado pelo tempo atribuído por cada grupo constituído à aprendizagem de cada prática corporal no ciclo corporal de trabalho considerado.

É necessário estimar o tempo possível par ao projeto nos diferentes núcleos. Ao relacionar a duração da aula, o número destas na semana e a quantidade de semanas de trabalho previstas no ano, dá para se ter uma ideia do tempo disponível (número de períodos de aulas por semana x número de semanas no ano escolar x duração de cada período = estimativa do tempo disponível).

Lembre-se: é preciso considerar o local de desenvolvimento das ações do grupo como parte importante do tempo de aula.

Não menos importante é pensar na escola das modalidades que serão ensinadas. É fundamental diferenciar os esportes de acordo com as expectativas que se tem em relação ao nível de aprendizagem que os alunos buscam e conseguem atingir em cada modalidade: “saber praticar” e ‘saber conhecer” (GONZÁLEZ, FRAGA, 2009, 2012)

QUADRO 1: Exemplo de distribuição das práticas corporais durante o ano (VER PÁGINA 18)

5 COMO ENSINAR AS PRÁTICAS CORPORAIS

5.1 Procure conhecer e participar do projeto da escola

5.2 Organize o espaço

5.3 Recepcione os alunos, sempre que possível, num mesmo lugar

5.4 Converse com seus alunos

5.5 Estabeleça normas claras

5.6 Realize orientações eficientes

5.7 Elogie seus alunos

5.8 Anote e cumpra o combinado

5.9 Torne suas aulas inclusivas

5.10 Incentive atitudes inclusivas e respeitosas e desencoraje comportamentos preconceituosos

5.11 Procure conhecer outros materiais de apoio já produzidos

6 COMO OS LIVROS FORAM ORGANIZADOS

6.1 Planos de aula visando a inclusão de todos

6.2 Rodas inicial e final

6.3 Planos de aula, pesquisas e vivências

6.4 Pontos de culminância: festivais e competições

6.5 Ligação aos temas transversais

Agora vamos conhecer os temas: LUTAS, CAPOEIRA E AVENTURA!

LUTAS

Luiz Gustavo Bonatto Rufino

O QUE SÃO LUTAS

Podemos definir as lutas como práticas corporais com importância histórica e social, apresentando objetivos focados na oposição de ações entre indivíduos no qual o foco está no corpo da outra pessoa, a partir de ações de caráter simultâneo e imprevisível.

Quadro 1.Características gerais das Lutas

O USO DOS JOGOS PARA ENSINAR AS LUTAS

Como não temos como meta a formação de lutadores profissionais, utilizaremos jogos para o ensino das lutas, trazendo a ludicidade para as aulas sem perder de vista as características mais elementares dessas práticas corporais.

O QUE É ESSENCIAL O ALUNO SABER SOBRE AS LUTAS

As lutas compreendem uma série de modalidades. Como não é possível ensinar todas essas práticas corporais, necessitamos fazer uma seleção das práticas de acordo com os nossos objetivos de ensino e considerando o contexto e a realidade dos alunos (o que eles já sabem sobre as lutas? Quais as condições materiais, infraestrutura, possibilidades concretas de conhecimentos sobre o que se vai ensinar?)

Elencamos seis aspectos que são fundamentais que os alunos saibam sobre as lutas:

Quadro 2: Conteúdos fundamentais para o ensino das lutas na escola

AS LUTAS E SUA RELAÇÃO COM O TEMA TRANSVERSAL TRABALHO E CONSUMO

É possível propor alguns elementos para discussão a partir da abordagem de algumas categorias do tema trabalho e consumo:

- Na categoria relações de trabalho, podemos buscar compreender como é o trabalho de quem atua com as lutas, as diferenças entre o trabalho de um atleta amador e de um atleta profissional;

- No eixo trabalho, consumo, saúde e meio ambiente podemos relacionar os produtos utilizados nas lutas (materiais, alimentação, etc.) e discutir se eles promovem a saúde;

- No que se refere ao meio ambiente podemos analisar os diferentes locais utilizados para as práticas das lutas.

- Na categoria consumo, meios de comunicação de massas, publicidade e vendas podemos analisar como as lutas são encontradas nas diferentes mídias e como é realizada a venda de produtos e serviços de luta.

- Em relação à categoria Direitos Humanos, cidadania, trabalho e consumo podemos discutir se as representações das lutas nas diferentes mídias promovem a cidadania e se os produtos de luta favorecem os direitos humanos.

Essas são apenas algumas possibilidades de estabelecer relações entre as lutas e o tema transversal Trabalho e Consumo. Certamente você, professor/monitor poderá promover muitas outras relações!!!

DICAS SOBRE COMO ENSINAR AS LUTAS

Há basicamente três formas de apresentação das informações: observação, instrução verbal e dicas táteis.

É fundamental incluir as meninas nas aulas, propiciando que alunos e alunas lutem juntos e discutam a importância de se viver juntos em sociedade

Professor/monitor,os cuidados e a segurança na hora de ensinar as lutas é fundamental, assim como a inclusão de todos os alunos nas aulas realizadas e a avaliação das aulas, que pode ser realizada através de diferentes formas: observações individuais e coletivas, questionários para saber a opinião dos alunos ou ainda avaliação conceitual sobre as lutas. O importante é apresentar aos alunos seus progressos e dificuldades, contribuindo para sua formação.

ORIENTAÇÕES PARA MODIFICAR AS ATIVIDADES CONFORME A FAIXA ETÁRIA DOS ALUNOS

Adequar as atividades às características dos alunos é fundamental para um ensino de qualidade. Cada faixa etária exige diferenças no ensino dos conceitos, dos aspectos históricos e regras das lutas, além de estratégias diferenciadas para abordar os valores e atitudes nas aulas.

Quadro 3: Faixa etária e suas características para o ensino das lutas na escola

*Adaptado de GALLAHUE, D.L.;OZMUN, J.C.; GOODWAY, J.D .Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. Porto Alegre, Artmed, 2013.

PLANOS DE AULAS DE GINÁSTICA (CLARISSA SUGESTÃO É CRIAR UM HIPERLINK QUE QUANDO A PESSOA CLICA NO TEMA DA AULA ELA SEJA DIRECIONADA PARA OS PLANOS DO LIVRO COMPLETO...OK?)

Tema da aula 01 - Diferenciando lutas de brigas, atividades introdutórias

Tema da aula 02 – Jogos de lutas: compreendendo as características de lutar

Tema da aula 03 – Classificação das lutas

Tema da aula 04 – As lutas de demonstração: o que são?

Tema da aula 05 – Ações adaptadas e as lutas na inclusão

Tema da aula 06 – Jogos de lutas de curta distância

Tema da aula 07 - Jogos de lutas de média distância

Tema da aula 08 - Jogos de lutas de longa distância

Tema da aula 09 – Lutas, trabalho e consumo

Tema da aula 10 – Festival de jogos de lutas

CAPOEIRA

Luciana Maria Fernandes Silva

Suraya Cristina Darido

A capoeira é uma das práticas corporais mais presentes no Brasil, com mais de 6 milhões de praticantes, além de ser difundida internacionalmente. No ano de 2008 foi identificada como bem cultural, registrado pelo governo brasileiro, se tornando patrimônio nacional por indicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão do Ministério da Cultura (OLIVEIRA;LEAL, 2009).

CAPOEIRA: O QUE É E ALGUMAS CARACTERÍSTICAS

A capoeira se originou da união de diversas culturas e etnias africanas, em terras brasileiras, como uma luta de resistência contra a escravidão, para sua libertação (FALCÃO, 2006). E é por essa origem, e por todos os momentos históricos que passou, que hoje podemos defini-la como uma luta, que também é jogo, arte, brincadeira e esporte. É no momento do jogo que o capoeirista sente se está brincando, jogando, dançando, porém, durante todo o seu desenvolvimento, se mantém atento aos movimentos de ataque do seu companheiro para defender-se e também atacar. Assim, mesmo brincando, jogando e/ou dançando, ele está o tempo todo lutando, pois sempre há uma preocupação com a movimentação do outro, em oposição, que é imprevisível, característica básica das lutas (SILVA, 2012).

Também é preciso observar que a capoeira é formada por movimentos de ataque (golpes) e defesa (esquivas), e até mesmo os coreográficos podem ser utilizados para atacar ou para se defender. E, além disso, durante todo o jogo, o alvo é sempre o outro (mesmo sendo uma luta de quase nenhum contato) e não uma bola ao cesto, ou ao gol, por exemplo, como no basquete e no futebol, respectivamente. Outra característica das lutas, o alvo no companheiro (SILVA, 2012).

CAPOEIRA ANGOLA E CAPOEIRA REGIONAL

Existem dois estilos de Capoeira (Angola e Regional) e podemos afirmar que as diferenças básicas entre eles são as seguintes:

- A Capoeira Angola é jogada em ritmo mais lento, de forma rasteira, com grande utilização das mãos no solo, como apoio. É um jogo malicioso e teatralizado, com movimentos encadeados que buscam surpreender o outro capoeirista, porém com golpes menos combativos;

- A Capoeira Regional é de ritmo rápido, com movimentos velozes e objetivos, realizados mais em pé, e busca se aproximar do companheiro.

Atualmente, vários são os mestres e professores que afirmam jogar e ensinar uma forma mista dos dois estilos. Essa será a opção desse capítulo com o objetivo de estimular a divulgação, promoção e prática da capoeira de maneira geral.

O QUE É ESSENCIAL AO ALUNO SABER SOBRE A CAPOEIRA

Consideramos que alguns pontos são fundamentais para os alunos aprenderem, na escola, sobre a capoeira:

Quadro 1: Conteúdos fundamentais para o ensino da capoeira na escola

A CAPOEIRA E O TEMA TRANSVERSAL PLURALIDADE CULTURAL

Sendo a capoeira de origem afro-brasileira, fortemente ligada à história de lutas dos negros no Brasil, podemos afirmar que esta prática corporal é um dos temas que representa a diversidade cultural existente no país. Por isso entendemos ser fundamental que a capoeira seja vivenciada e refletida na Educação Física, podendo auxiliar a escola na tarefa de discutir a superação das desigualdades sociais que envolvem os negros, africanos, índios, dentre outros.

A multiplicidade de manifestações que originaram a capoeira, a diversidade da origem de seus instrumentos musicais, a pluralidade étnica de seus praticantes, suas mudanças sociais, a imposição e uma cultura dominante sobre outra na escravidão, na proibição de sua prática, na queima de arquivos sobre negros no Brasil, são conhecimentos que permitem ao aluno refletir sobre as desigualdades que foram impostas aos negros (DARIDO;RANGEL, 2005).

DICAS SOBRE COMO ENSINAR CAPOEIRA

A capoeira deve ser abordada sempre atrelada a sua origem, história e sua importância como bem imaterial da cultura brasileira, relacionando os conteúdos procedimentais, conceituais e atitudinais. Sugerimos que sejam ressaltados alguns temas conceituais específicos como o navio negreiro,

o que foi a escravidão, a senzala, o feitor, o capitão do mato, o senhor de engenho, os quilombos, entre outros.

Para cada faixa etária que ensinamos, utilizamos linguagens diferentes de acordo com as fases das crianças e adolescentes, podendo adaptar regras, formas, etc., para que tudo possa fazer significado e eles aprendam mais facilmente. Por exemplo: para ensinar os golpes de capoeira é interessante explicar que sua nomenclatura surgiu do cotidiano dos negros.

Sugerimos que as atividades lúdicas estejam sempre presentes, favorecendo a construção da afetividade, afinal capoeira também é uma brincadeira.

É importante destacar a cooperação no jogo e na roda de capoeira e utilizar, se possível, diferentes materiais didáticos (desenhos, filmes para assistir, filmagem dos próprios alunos que poderão ver e se autoavaliar, fotos, dentre outros (SILVA, 2012)

PLANOS DE AULAS DE CAPOEIRA (CLARISSA SUGESTÃO É CRIAR UM HIPERLINK QUE QUANDO A PESSOA CLICA NO TEMA DA AULA ELA SEJA DIRECIONADA PARA OS PLANOS DO LIVRO COMPLETO...OK?)

Tema da aula 01 - Ginga e bênção

Tema da aula 02 – Origem da capoeira. Meia-lua-de-frente

Tema da aula 03 – Martelo e aú

Tema da aula 04 – Queixada e esquiva na ginga

Tema da aula 05 – Histórico da Capoeira: quem foi Mestre Pastinha?

Tema da aula 06 – Bananeira e bananeira-de-angola

Tema da aula 07 - Histórico da Capoeira: filme Mestre Bimba

Tema da aula 08 – Esquiva:cocorinha. Negativa/rolê

Tema da aula 09 – Valorização da capoeira como Patrimônio imaterial da cultura brasileira. Rabo-de-arraia, meia-lua-de-compaço

Tema da aula 10 – Atabaque, palmas e músicas de capoeira

AVENTURA

Rodrigo Cavasini

Laércio Claro Pereira Franco

Suraya Cristina Darido

As práticas corporais relacionadas às atividades de aventura, como o surfe, trekking, skate, canoagem, paraquedirmo, escalada, parkour e slackline, têm se tornado uma característica da atualidade. Foi a superação de obstáculos naturais que forçou a humanidade a criar técnicas e equipamentos que serviram de base para as aventuras realizadas hoje em dia por esportistas ou por interessados em aventuras em finais de semana. Indivíduos em busca de um retorno à essência humana, de reaproximação ao meio natural e ao desejo do desafio e superação de limites.

O Brasil conta com ais de 8 mil km de litoral, que se somam a números expressivos de morros, rios, lagos, lagoas, cavernas e cachoeiras. Além disso, muitas estruturas existentes em meios urbanos favorecem a realização de atividades de aventura.

PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA: POR QUE ENSINÁ-LAS?

Os espores tradicionais, tasi como o basquete, o voleibol, o futebol e o handebol, podem dar conta de atender ao gosto de uma parcela dos alunos, mas não de todos. Temos a convicção de que as crianças, adolescentes e jovens têm o direito de vivenciar outras situações presentes na cultura corporal e assim, aumentar seus conhecimentos, experiências e possibilidades de escolhas.

De acordo com Manning (2011) as potencialidades das práticas corporais de aventura nas iniciativas esportivas educacionais, podem ser organizadas em três categorias:

- Pessoais: prevenção e redução de quadros de depressão e ansiedade; ganhos de autoimagem, autoestima e autoconfiança; desenvolvimento de competências de liderança e de trabalho em grupo; melhoria no desempenho acadêmico; benefícios cardíacos; controle e prevenção de diabetes; ganhos de equilíbrio e força muscular;

- Ambientais: melhoria das relações entre os seres humanos e a natureza; ampliação da compreensão da relevância do meio natural; promoção da ética ambiental; ampliação do envolvimento público em relação às questões ambientais; manutenção e melhoria da qualidade de áreas naturais;

- Socioculturais: ampliação da apreciação de áreas de relevância histórica e cultural; ampliação da cooperação e coesão social; envolvimento das comunidades na tomada de decisões; redução da criminalidade e de taxas de abandono escolar.

No que se refere às experiências proporcionadas pelas práticas corporais de aventura, mesmo que sejam adaptadas às características, estruturas e possibilidades de cada escola e localidade, essas podem estimular as emoções dos alunos e proporcionar experiências únicas por meio de desafios e superação de limites.

COMO ENSINAR AS PRÁTICAS CORPORIAS DE AVENTURA: A QUESTÃO DA SEGURANÇA, RISCOS E SEU GERENCIAMENTO

A presença de riscos não impede a realização das práticas corporais de aventura, pois os riscos são inerentes a estas atividades e se relacionam a aspectos potenciais e motivacionais. Entretanto, geram a necessidade de abordagens específicas de gerenciamento. Estas abordagens podem ser compreendidas como um conjunto coordenado de atividades e métodos. Os quais buscam controlar os riscos que podem afetar a capacidade de atingir os objetivos estabelecidos. Nesse sentido a gestão de riscos em práticas corporais de aventura realizada em passos, como a apresentada na obra de Dickson e Gray (2012), figura entre as abordagens mais empregadas e que pode ser sintetizada pela estrutura apresentada a seguir:

1º Passo (contexto local) - que foca em questionamentos básicos: Que atividades serão desenvolvidas? Quem irá praticar estas atividades? Quando, em que local e com que recursos estas atividades serão praticadas?

2º Passo (identificação) - que busca responder: O que pode acontecer (listar possíveis eventos que possam afetar os objetivos, bem como incidentes ou acidentes)? Como e por quê (listar possíveis causas e cenários)?

3º Passo (análise) - que busca determinar as consequências (severidade) e as probabilidades (chances) de ocorrência dos riscos identificados anteriormente.

4º Passo (avaliação) - que busca determinar os riscos que devem ser prioritariamente gerenciados.

5º Passo (tratamento) - que, frente à identificação, análise e avaliação dos riscos, busca tomar decisões, que devem ser tomadas em conjunto e podem ser organizadas da seguinte maneira:

a) Reduzir probabilidades, com o uso de equipamentos auxiliares, como os de flutuação (coletes salva-vidas) em atividades realizadas na água, para reduzir a probabilidade de afogamento ou a escolha de um percurso de trekking (distância e terrenos a serem percorridos), de acordo com características do grupo (idade, número de participantes, proporção número de professor-alunos, preparo físico) para adequar a proposta às competências, condições e interesses dos participantes;

b) Reduzir consequências, com o uso de capacete em atividades que apresentem riscos de traumatismo craniano (ex.: skate, mountain bike, escalada), para reduzir as consequências de tombos e quedas;

c) Aceitar os riscos, como ocorre durante práticas de aventura promovidas de forma eticamente orientada, em que os riscos são gerenciados e também aceitos por seus participantes. O melhor caminho é assumir os riscos inerentes e gerenciá-los.

d) Evitar os riscos, como ocorre ao se cancelar uma atividade programada pelas condições meteorológicas desfavoráveis, falta de equipamentos ou por condições inadequadas nas áreas que seriam empregadas;

e) Transferir os riscos, como ocorre ao se contar com terceiros certificados para a realização das práticas corporais de aventura ou quando se possui apólices de seguro.

De modo geral, a gestão de riscos para as práticas corporais de aventura deve buscar atender alguns aspectos, como priorizar a comunicação durante todo o processo de planejamento e execução das atividades; buscar o envolvimento, em diferentes níveis, de professores, monitores, alunos e demais envolvidos; ser constantemente monitorada, revista e adequada, de acordo com cada contexto; considerar os diversos ambientes, indivíduos, equipamentos empregados e atividades propostas. Uma abordagem adequada para a gestão de riscos nas práticas corporais de aventura deve estar focada na minimização dos riscos

desnecessários (ex.: elevada probabilidade de quedas em uma atividade de slackline, pelas escolhas e práticas inadequadas) e na maximização dos objetivos (ex.:desenvolvimento de aspectos educacionais, promoção da saúde, desenvolvimento de competências pessoais e sociais). Entretanto, salienta-se que o objetivo mais relevante e anterior aos demais, deve sempre estar centrado na segurança dos participantes (DICKSON; GRAY, 2012).

PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA: RELAÇÕES COM O TEMA TRANSVERSAL MEIO AMBIENTE

Entre as abordagens de educação ambiental realizadas no contexto das práticas corporais de aventura, destacam-se a compreensão de possíveis mudanças indesejadas produzidas pela ação do ser humano no meio ambiente, ou impactos ambientais gerados pelas atividades de aventura e a aplicação de práticas que possam minimizar tais mudanças. Os impactos ambientais promovidos por práticas de aventura têm sido o foco de um número expressivo de estudos nas últimas décadas e, de acordo com The Leave no Trace Center for Outdoor Ethics (2013), podem se relacionar aos seguintes aspectos: solo, exemplificado pela compactação de locais devido à utilização descontrolada dos mesmos; vegetação, como a destruição de árvores e arbustos; ‘animais silvestres’, em que os exemplos mais expressivos se relacionam com a aproximação desnecessária ou a entrega de alimentos não adequados a esses animais; recursos hídricos, como ocorre em locais contaminados e poluídos pela presença de resíduos produzidos pelos seres humanos; recursos culturais, que podem ser exemplificados pela destruição de estruturas dos espaços de valor histórico e cultural;

questões sociais, em que o exemplo mais marcante se relaciona com a partilha de espaços ao ar livre, ou seja, pelos diferentes objetivos dos indivíduos que buscam praticar atividades nos mesmos locais e momentos.

Dessa forma, propostas educacionais focadas em práticas de mínimo impacto ambiental nas atividades corporais de aventura tornam-se de grande valia e podem ser exemplificadas pelos Princípios de Não Deixar Rastro (TILTON,2003).

Além desses aspectos, as práticas corporais de aventura podem insuflar discussões e projetos de sustentabilidade, como a reutilização de materiais,equipamentos e estruturas, levando os alunos a refletirem sobre os preceitos da educação ambiental.

Tema da aula 01 – Corrida de orientação

Tema da aula 02 – Parkour

Tema da aula 03 – Atividades sobre rodas

Tema da aula 04 – Slackline

Tema da aula 05 – Arvorismo I

Tema da aula 06 – Arvorismo II

Tema da aula 07 – Questões de deficiência, atividades físicas e educacionais na natureza

Tema da aula 08 – Trekking e educação ambiental

Tema da aula 09 – Gestão de riscos em práticas corporais de aventura

Tema da aula 10 – Corrida de aventura: festival de encerramento



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Tópicos

  • 1. Início
  • 2. LUTAS
  • 3. CAPOEIRA
  • 4. PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA
  • 5. Sobre os Autores

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  • Capoeira
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Plano 1 - Lutas

As lutas e suas histórias: possíveis origens e transformações

RODA INICIAL

- Professor, todo mundo tem uma história não é mesmo? Pergunte aos alunos qual é a história das lutas, ou melhor, quais são as histórias relacionadas às lutas. Nesse momento, eles podem até inventar, se desejarem;

- Cada modalidade teve uma origem e passou por diferentes processos de transformação. Pergunte aos alunos se alguém conhece a história de alguma prática;

- Deixe claro para os alunos que as lutas existem desde a origem dos seres humanos, uma vez que nós sempre lutamos, seja pela sobrevivência, ou com outros animais, outras pessoas, para defender a terra, em guerras e até mesmo em práticas corporais esportivas;

- Mostre aos alunos que as formas de lutar são inúmeras e que nessa aula serão feitas algumas práticas relacionadas à história das lutas. Convide os alunos a pesquisarem parte da história das lutas que é muito interessante.

DESENVOLVIMENTO

1. Vivenciando as lutas na pré-história: divida a turma de acordo com o número de alunos presentes em grupos entre oito a dez pessoas, aproximadamente. Cada grupo deverá criar, de acordo com suas experiências prévias e o que foi discutido em aula, sua própria apresentação abordando a origem das lutas: a) Não é necessário abordar nenhuma modalidade em específico, embora isso também possa acontecer; b) O professor deve dar algumas ideias, indo desde a pré-história, passando pelo enfrentamento com os animais, nas guerras, entre outras questões que contribuam com o processo de criação dos alunos; c) As histórias também podem ser fantasiosas de acordo com o imaginário dos alunos, a partir dos objetivos do professor; d) Cada grupo deverá, após a elaboração de sua encenação, apresentá-la para as demais pessoas da sala, inclusive para o professor. Todos do grupo devem participar da atividade de alguma forma, podendo existir narradores, apresentadores, artistas, mímicos, protagonistas etc.

2. Simulando uma luta coletiva, o Kabaddi: forme grupos de, no máximo, dez pessoas cada. Dois grupos irão enfrentar-se por rodada: a) Cada um dos times deve posicionar-se ao final de cada um dos lados da quadra; b) Um representante de cada grupo deverá tirar “par ou ímpar” para saber qual equipe começará atacando; c) Após a definição da equipe que começará atacando, os grupos devem retornar para trás da linha do final da quadra de voleibol (se ela não existir o professor pode estabelecer essa linha com algum tipo de fita ou outro objeto) e a atividade começa realmente; d) Uma pessoa do grupo que ganhou o “par ou ímpar” deve dirigir-se à quadra adversária; e) Seu objetivo será passar qualquer parte do corpo para além da linha na qual está posicionada esta equipe (linha do fundo da quadra); f) A equipe de defesa não pode encostar no atacante até que ele realize alguns dos objetivos propostos acima. Ou seja, só podem encostar no atacante caso ele avance na área adversária; g) Após a realização do objetivo, o atacante deve correr o mais rápido possível até o meio da quadra; h) Ao passar a linha do meio da quadra sem ser pego, efetua-se um ponto para a equipe que está atacando. Caso alguém da equipe de defesa encoste no atacante após ele realizar um de seus objetivos, ele foi pego e deve voltar para junto de seu time sem pontuar. Dessa forma, o ponto vai para a equipe que está defendendo; i) Depois dessa primeira tentativa, invertem-se as ações e a equipe que estava defendendo deve enviar um de seus membros para o outro lado da quadra para que ele possa ser o atacante da vez; j) A atividade desenrola-se até que uma equipe faça maior número de pontuação, ou até o limite do tempo determinado pelo professor; k) Os atacantes deverão ser revezados de forma que todos os alunos possam vivenciar a experiência de atacar e defender em equipe.

3. Uka-Uka: em duplas, um de frente para o outro: a) Os alunos deverão ter como alvo encostar com a ponta dos dedos levemente no joelho do companheiro; b) É necessário delimitar um espaço para cada dupla, pois é possível que eles se afastem muito um do outro. Inicialmente, para efeito didático, é possível delimitar as funções, ou seja, um aluno somente ataca enquanto o outro apenas defende, evitando que o outro encoste nos joelhos (mantendo os joelhos o mais distante possível da outra pessoa). Posteriormente, as funções são invertidas e quem estava defendendo passa a atacar e vice-versa; c) Posteriormente, após a vivência descrita acima, os alunos deverão atacar e defender ao mesmo tempo, ou seja, objetivar encostar no joelho do companheiro ao mesmo tempo em que não deve deixar que ele encoste em seus joelhos; d) Para isso, é permitido apenas utilizar as mãos para encostar no outro ou impedir que ele encoste no joelho. Socos, chutes ou quaisquer outros tipos de golpes, contundentes ou não, não serão admitidos; e) Cada vez que alguém consegue encostar no joelho do outro, computa-se um ponto; f) Ao final, somam-se os pontos conquistados.

DICAS

- Atividade 1: Caso os alunos estejam com dificuldade em pensar em alguma origem, o professor pode dar alguma ideia, partindo de uma modalidade em específico ou inventando histórias com os alunos para estimulá-los na criação das cenas; Enfatize a importância de todos participarem da cena de alguma maneira, independente da duração total da cena; Caso seja possível, as cenas poderão ser apresentadas em outros momentos que não sejam somente durante as aulas como em algum evento festivo da escola ou para a comunidade.

- Atividade 2: Atenção ao número de pessoas por grupo. Grupos muito grandes poderão impedir sucesso na realização da atividade. Se houver muitos alunos, divida-os em mais times de modo que os grupos possam se revezar ao longo da atividade. Para dinamizar a atividade, o professor deverá informar que cada atacante deverá realizar um de seus objetivos em um período de até 30 segundos; Uma alteração possível é inserir prendedores no corpo das pessoas de forma que em vez de simplesmente encostar na pessoa no momento apropriado, deverá retirar o prendedor dela (enquanto ela tenta voltar para sua quadra).

- Atividade 3: O espaço pode ser de aproximadamente 2 m², ou então arredondado, como o círculo da quadra, por exemplo; Os toques devem ser leves, realizados com a ponta dos dedos. Socos e chutes não serão permitidos. É possível, após decorrido um tempo de atividade, que as duplas sejam trocadas.

- Dicas de inclusão: Nas encenações, se as atividades forem rítmicas e você tiver alunos com deficiência auditiva, oriente que façam coreografias com movimentos bem compassados de modo que eles possam, mesmo sem o som, observar os movimentos dos outros e por imitação e repetição, representar com o grupo.

RODA FINAL

- Após as vivências, peça para que os alunos relacionem o que aprenderam sobre a história das lutas;

- Conduza a discussão sobre a importância de se entender a história das lutas para levar em consideração como as lutas estão atualmente;

- Finalmente, solicite uma pesquisa sobre as origens históricas de algumas modalidades conhecidas pelos alunos.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=FrtyQ1uSRB4.

- http://www.youtube.com/watch?v=RilLU4MV36c.

- http://www.youtube.com/watch?v=qH9jp3tVksY.

Plano 2 - Lutas

Lutas de curta distância: Judô

RODA INICIAL

- Professor, solicite que os alunos apresentem, em próxima aula, uma pesquisa sobre a modalidade do judô, com informação do número de medalhas desse esporte no país nos Jogos Olímpicos, principais atletas, histórico de como o judô chegou ao Brasil, entre outras questões importantes;

- Após a breve apresentação dos alunos explique que a aula irá focar em uma modalidade em específico, o judô;

- O judô é a modalidade de luta de origem oriental mais praticada no Brasil. Pergunte para os alunos quem já praticou ou se eles conhecem algum praticante. Informe que judô em japonês significa “caminho suave” uma vez que é priorizada a técnica em detrimento da força;

- Nesta aula, serão trabalhados alguns princípios básicos iniciais do judô com ênfase às pegadas, rolamentos e amortecimentos e movimentação no solo.

DESENVOLVIMENTO

1. Realizando rolamentos e amortecimentos: todos juntos, espalhados pelo espaço: a) A primeira técnica de amortecimento a ser realizada será o amortecimento para trás, o Ushiro Ukemi. Para isso, os alunos devem estar postados com uma distância segura, sendo que os mais iniciantes devem começar a projeção o mais próximo possível do solo; b) A segunda técnica será o Yoko Ukemi, o amortecimento lateral; os alunos deverão realizar a projeção com os braços estendidos, a fim de amortecer a queda com a parte lateral do corpo. Os alunos mais iniciantes deverão começar o mais próximo possível do chão; c) A terceira será o Mae Ukemi, o amortecimento para frente; os alunos deverão realizar a projeção para frente buscando amortecer a queda com os antebraços. Os alunos mais iniciantes devem começar agachados, mais perto do chão e irem aumentando a altura do amortecimento de acordo com o nível de habilidade; d) A quarta e última será o Zempo Kaiten Ukemi, a qual exige maior atenção na sua realização, por ser uma movimentação que exige maior habilidade técnica, é fundamental atentar-se para os apoios de pés e braços, bem como a correta projeção da cabeça. Esse movimento é diferente do realizado na ginástica e alguns alunos podem confundir. Comece realizando-o o mais próximo possível do solo e vá aumentando a distância com o decorrer do tempo.

2. Conquistando as pegadas: em duplas, um de frente para o outro em pé. O objetivo será, a partir da posição inicial de luta (Shizen Hontai), realizar a troca de pegadas básicas, mediante ao da Kumi Kata Migui (braço direito à frente): a) Ao sinal do professor, os alunos deverão trocar a pegada ambos para a Kumi Kata Hidari (braço esquerdo à frente). Depois, trocam-se novamente as pegadas e assim sucessivamente; b) Após vivenciados alguns momentos de troca de pegadas os alunos deverão realizar um confronto; c) Eles deverão estar ajoelhados e realizar a pegada (começar com a Kumi Kata Mighi e depois trocar); d) Ao sinal do professor, as duplas deverão se enfrentar em um movimento para derrubar o outro no chão (fazendo-o sentar, uma vez que eles já estarão ajoelhados). Será permitida apenas a movimentação dos braços e a realização das pegadas para desequilibrar o companheiro e cada desequilíbrio contará 1 ponto para o outro componente da dupla. Ao final, somam-se os pontos e averígua-se quem ganhou; e) As duplas poderão ser mudadas para que os alunos desenvolvam a atividade com o maior número de pessoas possível.

3. Saída do Hon-Kesa-Gatame: em duplas, no solo. Inicialmente, os alunos deverão vivenciar a posição de domínio no solo denominada de Hon-Kesa-Gatame: a) Um aluno deverá ficar deitado no solo enquanto o outro deve segurar sua cabeça, abraçá-lo contra o chão, dominar seu braço e abrir as pernas de forma invertida, ou seja, o tronco deverá estar voltado para o rosto da outra pessoa, conforme ilustrado na imagem;

Cada um da dupla deverá vivenciar o movimento ao menos cinco vezes para cada lado. O professor deverá corrigir a postura dos alunos, além da forma como cada um consegue dividir o peso pelo espaço para maior equilíbrio e domínio do movimento; b) Após as vivências de estabilização da posição as duplas deverão realizar um breve enfrentamento; c) Uma pessoa da dupla deverá estar no chão enquanto a outra deverá dominar o outro na posição do Hon-Kesa-Gatame. A pessoa que estiver sendo dominada terá 20 segundos (cronometrados pelo professor) para tentar sair do domínio da outra pessoa por meio de ações de empurrar e puxar o outro a partir de movimentos permitidos no judô (socos, chutes, puxões de cabelo, entre outros, não são permitidos em hipótese alguma); d) Decorridos os segundos, caso a pessoa consiga sair, ela computa 1 ponto. Caso o outro consiga segurar durante todo o tempo, quem ganha o ponto será quem conseguiu dominar e estabilizar a posição; e) Depois, as duplas são invertidas e quem estava segurando passa a tentar sair da posição e vice-versa; f) As duplas deverão ser trocadas buscando novas vivências entre os alunos da turma.

DICAS

- Atividade da saída é fundamental que a aula de judô ocorra em um espaço adequado, principalmente no solo. Se possível, é importante que tenham tatames disponíveis em quantidade suficiente para os alunos, além de serem de uma densidade adequada. Caso contrário, colchonetes ou outras formas de proteção serão necessários, pois sem eles o desenvolvimento da aula torna-se prejudicado uma vez que vários movimentos são realizados em contato direto com o solo;

- A utilização de vestimenta ideal, o judogui, é aconselhada para que os alunos possam vivenciar as práticas de forma segura e adequadamente, além de estarem protegidos pela roupa. No entanto, caso não seja possível, indica-se a adaptação de outros materiais que possam servir como meio de realizar os movimentos de agarre no outro. Não é aconselhável desenvolver a aula com roupas muito frágeis que podem rasgar em contato direto com o outro;

- Na do Hon-Kesa-Gatame, o professor poderá propor novas posições para a mesma dinâmica de tentar fugir da posição, como o Kuzure-Kesa-Gatame, Makura-Kesa-Gatame, Ushiro-Kesa-Gatame, entre outras, desde que os alunos já tenham conhecimento dessas posições.

- Dica de inclusão: aproveite essa aula para apresentar aos alunos o judô como uma modalidade paraolímpica, com suas adaptações para praticantes cegos.

RODA FINAL

- Lembre os alunos que o judô é uma luta de curta distância. Que outras práticas de curta distância existem?

- Questione também aos alunos sobre a movimentação realizada no solo. É comum ver a luta de judô no solo? Por quê? Explique que embora tenham diversas quedas no judô, é frequente alguns tipos de movimentação no solo e que aprender as saídas de algumas posições bem como a forma correta de conseguir segurar é fundamental para ter sucesso. Relembre ainda a tradição brasileira nesse esporte;

- Finalmente, enfatize a importância do respeito no desenvolvimento das atividades de judô, explicando que este princípio foi sempre muito priorizado nesta modalidade.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=3t1dopaSrZQ.

- http://www.youtube.com/watch?v=rxW0V_kpz8w.

- http://www.youtube.com/watch?v=slcElsK9ThA.

Plano 3 - Lutas

Lutas de curta distância: Jiu Jitsu

RODA INICIAL

- Professor, a aula de hoje é sobre o Jiu Jitsu, uma modalidade que tem bastante relação com a cultura brasileira, o que se deve muito por conta da família Gracie que reestruturou esta prática no Brasil;

- Solicite que os alunos apontem o que eles conhecem sobre o Jiu Jitsu. Explique os conceitos básicos de finalização (que é quando a luta é interrompida) e os locais mais comuns em que uma finalização pode ocorrer, sobretudo pescoço e cotovelo, mas ainda ombros, joelhos e pés também;

- É preciso enfatizar, ainda na roda, a importância de se conhecer e respeitar os próprios limites do corpo, bem como os limites das outras pessoas. Um golpe mal aplicado ou que não respeite os limites do outro pode causar consequências sérias e muito graves;

- Por isso, logo no início da aula deixe claro como se faz para desistir de um golpe, seja dando três leves toques no corpo da outra pessoa (os 3 tapinhas) para demonstrar a desistência, seja por meio verbal, falando explicitamente que desiste. Peça para os alunos “treinarem” os movimentos de desistência, pois eles serão usados ao longo da aula;

- Finalmente, explique aos alunos que, embora de origem oriental, o Jiu Jitsu se desenvolveu muito no Brasil, sendo transformado por alguns brasileiros e seus sucessores, popularizando-o inclusive por meio de eventos de MMA. Comente brevemente sobre esse processo.

DESENVOLVIMENTO

1. Fuga de quadril: os alunos deverão estar todos espalhados pelo espaço disponível. A movimentação começa no chão, com os alunos deitados de lado: a) Eles deverão apoiar um pé no chão e realizar um movimento de “empurrar” o chão com os pés para que o quadril movimente-se para frente, fazendo o aluno se deslocar um pouco; b) Para que o movimento seja pleno, é necessário que o tronco e a cabeça se encolham, flexionando-os para próximo da perna, no movimento mais clássico da saída de quadril; c) É fundamental que os alunos vivenciem o movimento diversas vezes e entendam a aplicação dessa técnica para a realização do Jiu Jitsu, sobretudo como movimentação para a reposição de guarda com as pernas.

2. Passagem de guarda em pé: em duplas, um de frente para o outro: a) Uma pessoa da dupla deverá estar deitada com as costas no chão e as pernas elevadas na posição tradicional de guarda aberta. A outra pessoa da dupla deverá estar em pé, com as pernas paralelas e em base; b) A pessoa que estiver em pé deverá segurar nas pernas do companheiro na altura do joelho; c) Para se efetivar a passagem de guarda, ou seja, a transposição das pernas do adversário, chegando à posição de imobilização lateral, os 100 kg, é necessário primeiro controlar a movimentação das pernas da outra pessoa. Para isso, deve-se fazer pressão para baixo com os braços, objetivando que o outro coloque os pés no chão; d) A partir do domínio das pernas do outro, a pessoa que estiver em pé deverá passar para uma das laterais do outro. Nesse momento, sem soltar as pegadas do outro, deve-se ir ajoelhando no chão, buscando ficar cada vez mais próximo do companheiro; e) Ainda mantendo uma das pegadas no joelho, solta-se a outra pegada e rapidamente passa-se a dominar a cabeça do companheiro (segurando-a com o antebraço embaixo da nuca do outro); f) Finalmente, solta-se a mão que ainda estava nas pernas do outro e segura-se a própria mão que está dominando a cabeça do companheiro. Nesse mesmo momento, abaixa-se o quadril o máximo possível, buscando controlar o outro na posição de imobilização lateral, o “100 kg”; g) Após realizar a movimentação no mínimo dez vezes para cada lado, trocam-se as funções nas duplas e quem estava fazendo a guarda passa a realizar a passagem de guarda e vice-versa.

3. Finalização Kimura do “100 kg”: em duplas, um deitado no chão enquanto o outro deve estar na posição de imobilização lateral, o “100 kg”: a) A pessoa que estiver por cima, na guarda passada, na posição de “100 kg”, deverá buscar dominar o braço do companheiro do outro lado, ou seja, se estiver no lado direito, deverá pegar o braço esquerdo e vice-versa; b) Ao segurar no punho do companheiro, busque pressioná-lo contra o chão, buscando garantir essa pegada. A partir dessa posição, tira-se o braço que estava dominando a cabeça do outro e entrelaça-se o braço dessa pessoa, buscando segurar no próprio punho, na técnica caracterizada como chave de ombro, denominada de “americana” ou “Kimura”; c) Para a concretização do golpe é fundamental que seja realizada a postura correta, mantendo um dos joelhos no chão enquanto o pé do outro lado fica no chão, elevando-se a postura; d) É importante que tal postura seja criada, sem dar muito espaço para o outro, o que poderia ocasionar na fuga dessa pessoa, se fosse uma situação rela de luta; e) A finalização deverá ocorrer a partir da desistência da outra pessoa que deverá demonstrar claramente por meio de fala ou do toque no outro (3 tapinhas); f) Após a realização da atividade por uma pessoa, no mínimo, dez vezes para cada lado as duplas invertem e quem estava recebendo o golpe passa a fazê-lo e vice-versa.

4. Jogo de reposição de guarda em duplas: em duplas, um deitado com as costas no chão, enquanto o outro começa a posição em pé: a) A atividade começa com um dos alunos fazendo guarda aberta, com as pernas levantadas enquanto o outro tentará passar a guarda, chegando a posição de imobilização lateral, o “100 kg”; b) Para isso, o professor deverá cronometrar alguns segundos (aproximadamente 30 segundos) para que o aluno que estiver por cima tente passar a guarda. Vale os movimentos de agarre nas pernas buscando chegar ao outro lado; c) Caso os alunos conheçam outras passagens de guarda, elas também poderão ser colocadas na atividade, desde que explicadas para ambos os alunos; d) Caso o aluno consiga passar a guarda e chegar ao “100 kg” ele consegue 1 ponto e a atividade se reinicia. Vale lembrar que é preciso estabilizar após a passagem de guarda por, no mínimo, 3 segundos; e) Caso o aluno não consiga passar a guarda, o ponto é contabilizado pelo aluno que está por baixo; f) Após essa vivência, as atividades são trocadas e quem estava fazendo guarda vai passá-la e vice-versa.

DICAS

- Na atividade 1, caso haja muitas pessoas no espaço, o professor pode dividir os alunos em colunas para que eles realizem a movimentação de fuga de quadril um grupo de cada vez;

- Na atividade 2, caso tenha a possibilidade de utilizar o kimono, aconselha-se que o domínio das pegadas seja feito na calça de quem estiver fazendo a guarda. Caso não tenha disponibilidade de vestimentas, é possível realizar a passagem segurando nos joelhos do companheiro com as palmas das mãos abertas.

- O cuidado com o limite do outro é fundamental. Para isso, é importante aconselhar os alunos a respeitarem seus próprios limites, bem como os limites dos outros. Quem estiver fazendo a posição deve ir de modo devagar para pressionar a articulação do ombro do outro. Esse, por sua vez, ao menor sinal de incômodo, deve demonstrar explicitamente o sinal de desistência (seja verbal ou tátil) interrompendo o movimento imediatamente;

- Só será permitido o agarre na calça para a passagem de guarda se houver a utilização de kimono. De outro modo, as ações deverão ser realizadas a fim de segurar nas pernas e joelho do outro.

- Dicas de inclusão: ao solicitar a realização de gestos técnicos específicos, se você tem alunos com deficiência visual na turma, exige-se uma assistência e auxílio maior recorrendo à demonstração verbal, a percepção sinestésica dos movimentos pelos alunos e até mesmo o auxílio direto a esse aluno para a execução dos movimentos. Lembre-se de perguntar que tipo de auxílio ele prefere, demonstração verbal, toque em seu corpo na demonstração do movimento ou auxílio direto para a realização do movimento.

RODA FINAL

- Explicite o quanto é importante aprender a trabalhar com as costas no chão no Jiu Jitsu, na posição de guarda;

- Peça para que os alunos tentem achar as semelhanças e diferenças entre o Jiu Jitsu e o judô. Dê especial atenção à luta de solo e como o Jiu Jitsu enfatiza essas ações;

- Solicite uma pesquisa aos alunos sobre outros movimentos de passagem de guarda e de finalização comuns nessa modalidade.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=TuNZ09-NVJM.

- http://www.youtube.com/watch?v=5v01E3rZZ0Q.

- http://www.youtube.com/watch?v=Kaq8EikhE5k.

Plano 4 - Lutas

Lutas de curta distância: Sumô

RODA INICIAL

- Professor, pergunte aos alunos se eles já ouviram falar sobre o sumô e o que eles conhecem a respeito dessa modalidade.

- Essa luta de origem japonesa é caracterizada a partir do tamanho e da forma física de seus lutadores, normalmente com um porte físico mais avantajado. Pergunte aos alunos se eles já viram um lutador de sumô e peça para que eles descrevam como é esse lutador.

- É possível discutir uma série de questões ligadas à perspectiva do respeito às diferenças como, por exemplo, o respeito às diferentes formas físicas. Um lutador de sumô não pode sofrer preconceito independente de seu tamanho da mesma forma que na escola o respeito deve sempre prevalecer. Deixe isso claro com os alunos.

- Os movimentos do sumô privilegiam a luta corpo-a-corpo, ou seja, a proximidade nas ações de agarre ao outro. Para isso, é fundamental que haja respeito às regras e às individualidades dos demais companheiros e isso deve ser buscado a todo o momento durante a aula. Por isso, é uma prática de curta distância.

DESENVOLVIMENTO

1. Vivenciando a base do sumô: todos os alunos espalhados pelo espaço: a) Ao comando do professor, os alunos deverão realizar a base de equilíbrio do sumô, com as pernas paralelas, abaixar o centro de gravidade flexionando os joelhos até o quadril estar baixo, paralelo aos joelhos e as pontas dos pés viradas para fora; b) Alguns alunos podem reclamar de incômodo nessa posição, mas é importante que eles entendam que quanto mais baixo esteja a base do lutador, menores são suas chances de desequilíbrio, além de melhorar a forma de iniciar o confronto; c) Para que os alunos realizem o movimento de base de equilíbrio no sumô solicite que eles andem pelo espaço ao som de alguma música, quando interromper, peça que eles parem em “estátua” na postura inicial, sem poder mexer. Quanto mais tempo nessa posição inicial, mais desafiante será para os alunos; d) Decorridos alguns minutos, é possível aumentar o grau de dificuldade das ações. Para isso, a cada momento de “estátua”, o professor pode ir se deslocando pelo espaço e aplicando leves toques nos alunos, buscando desafiá-los na manutenção do equilíbrio na base do sumô.

2. Aprendendo o Kotenage: em duplas, um de frente para o outro. Uma pessoa da dupla, que será o atacante da vez irá abraçar o outro, buscando prender seu braço, ou seja, um dos braços deve envolver o braço do outro, prendendo-o entre a própria cintura. A partir desse movimento: a) O atacante da vez deverá dar um paço para trás com a perna oposta ao lado do braço que está segurando o outro. Ou seja, se o atacante estiver com seu braço direito entrelaçando o outro, será a perna esquerda que dará o paço para trás e vice-versa; b) A partir desse momento, o objetivo do atacante será fazer com que o outro se desloque para o lado em que se está empurrando, fazendo o outro perder o equilíbrio; c) A pessoa que estiver recebendo o movimento, por sua vez, deverá dar um passo para frente, evitando assim cair no chão; d) Dessa forma, o foco da atividade será na aprendizagem desse importante movimento do sumô e, para isso, os alunos permitirão que seus companheiros executem os movimentos necessários; e) Após uma pessoa ter sido a atacante por no mínimo 10 vezes para cada um dos lados, trocam-se as funções e esta passa a defender a movimentação do outro, e vice-versa.

3. Um empurra enquanto o outro tenta fazer a base: em duplas um de frente para o outro: a) A posição começa na posição de luta, shikiri, no qual ambos os alunos estarão abaixados na posição de base, com as mãos no chão; b) O objetivo da atividade será vivenciar a ação de empurrar o outro para fora de um determinado espaço, enquanto o outro deverá evitar isso; c) Um aluno será o atacante e o outro será o defensor. O atacante deverá levantar seu tronco e buscar empurrar o defensor com as palmas das mãos abertas; d) O defensor, por sua vez, não poderá empurrar de volta, apenas tentar fazer a base e evitar sair do espaço demarcado; e) O espaço pode ser uma das linhas da quadra, não precisa necessariamente ser um círculo, por exemplo, a linha de 3 metros do vôlei, ou a linha do meio da quadra; f) Se o atacante conseguir empurrar o outro para fora do espaço demarcado em um tempo de 10 segundos, que deverá ser marcado pelo professor, ele ganha um ponto, caso contrário, o ponto é de quem conseguiu evitar sair do espaço; g) Após isso, as ações serão trocadas e quem estava atacando passa a se defender e vice-versa.

4. Torneio de sumô no dohyo: em duplas, um de frente para o outro. O objetivo da atividade será procurar empurrar o outro até o final da área de luta, o dohyo, ou fazer com que a outra pessoa coloque qualquer parte do corpo no chão, que não seja a sola dos pés. Para isso: a) É necessário organizar o espaço em círculos de aproximadamente o mesmo diâmetro de um círculo central existente nas quadras; b) Ao sinal do professor os alunos deverão executar o início da posição de luta, começando com a elevação das pernas o shiko, até a posição de luta, o matawari; c) A partir disso, inicia-se o confronto, no qual ambos deverão atacar e defender-se ao mesmo tempo. Cada vez que um aluno conseguir tirar o outro da área de luta, computa-se 1 ponto a seu favor; d) Caso os alunos fiquem mais de 30 segundos se enfrentando sem conseguir realizar as ações, a atividade é interrompida e ninguém marca ponto; e) As duplas podem ser trocadas objetivando maior interação entre os alunos.

DICAS

- Se for possível, seria interessante disponibilizar aos alunos o contato com o Mawashi, o tecido que reveste a cintura dos lutadores e proporciona possibilidades de pegada. Como o material não é muito comum é possível improvisá-lo com outros tecidos, tais como faixas de bandagens, pedaços de pano ou mesmo sacolas plásticas enroladas. O importante é que os alunos tenham ideia de como é a pegada na região da cintura a partir da utilização do Mawashi.

- Na atividade 2 não há imposição de força, ou seja, ambos estão aprendendo a fazer as movimentações tanto de ataque quanto de defesa e por isso devem deixar que o outro execute o movimento. Caso não haja o mawashi, é possível apenas prender o braço do outro com o próprio braço (entrelaçando-o) e realizando o movimento.

- O shikiri é o único momento de uma luta em que é permitido colocar as palmas da mão no chão, uma vez que a luta ainda não se iniciou. É importante que os alunos entendam a dinâmica desse momento, pois se assemelha a uma saída baixa no atletismo no qual é preciso impulsionar-se para frente. Quanto mais dinâmica for essa saída, maiores são as probabilidades de sucesso dos lutadores já que a luta de sumô tende a ter uma duração extremamente curta.

- Uma variação interessante na atividade 4 é em vez de formar duplas, formar trios, sendo que um dos alunos será o juiz do combate, figura necessária para uma luta de sumô.

RODA FINAL

- Pergunte aos alunos, após o final da aula se é necessário ser maior para lutar sumô. Quem teve mais vantagem ao longo das aulas, os alunos menores ou maiores? Por quê?

- Mais importante do que a forma física e a força é importante entender as maneiras de se lutar sumô, levando-se em consideração a base bem feita e as técnicas de desequilíbrio necessárias. Os alunos precisam entender tais processos.

- Finalmente, pergunte aos alunos quais as principais semelhanças e diferenças entre o sumô e as outras práticas de curta distância vivenciadas como o judô e o Jiu Jitsu, por exemplo. Quais as razões para podermos considera-las como todas sendo da mesma “família” de curta distância?

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=ZA2DJn_td9s.

- http://www.youtube.com/watch?v=ffTI4a9LU8I.

- http://www.youtube.com/watch?v=kMIL-NDYaWM.

Plano 5 - Lutas

Lutas de média distância: Boxe

RODA INICIAL

- Professor, essa será a primeira aula representando as modalidades de média distância. Pergunte aos alunos que modalidades eles acham que fazem parte das lutas de média distância e as razões para isso.

- Pergunte se alguém já praticou o boxe ou se ao menos já conhece ou se já viu na televisão, por exemplo.

- Explique que o boxe, também chamado de “nobre arte” tem origens antigas, desde o pugilato, que fez parte dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. No entanto, essa modalidade passou por uma série de transformações e é hoje um esporte olímpico.

- Explique que no boxe não há a utilização de chutes apenas movimentos de soco com os braços. No entanto, é necessária muita preparação para o boxe uma vez que uma luta pode chegar a ter mais de 10 assaltos (cada um corresponde a 3 minutos).

- No boxe é fundamental que haja, além de força nos socos, movimentação para desviar dos golpes (esquivas), agilidade na passada das pernas e nos braços, além de grande preparo físico. Ou seja, trabalha-se o corpo inteiro. Nessa aula em específico a ênfase será nos movimentos de golpe reto, ou seja, utilização de jab e direto, com a realização de algumas esquivas também.

DESENVOLVIMENTO

1. Sombra coletiva: Os alunos devem estar espalhados pelo espaço. O professor deverá estar ao centro, pois será ele quem dará as instruções para todos. O professor inicialmente deverá explicar a movimentação de pernas do boxe, ou seja, como se faz o caminhar, nunca cruzando as pernas. No boxe não se dá uma “passada”, como quando está andando, e sim busca-se primeiro ampliar a base com uma das pernas para depois aproximar a outra. É muito importante também que os alunos aprendam o posicionamento dos punhos e braços na posição de guarda. A partir desses movimentos, o professor deverá: a) Conduzir os alunos para um lado ou outro dando algumas ordens como “frente”, “trás”, “lado direito”, “lado esquerdo” etc; b) Após aprendida a movimentação, é possível inserir novos elementos tais como a realização de socos como o jab (golpe realizado com o braço do mesmo lado da perna que está à frente) ou direito (golpe realizado com o braço do mesmo lado da perna que está atrás); c) Aprendida as técnicas de soco é possível unir as ações de movimentação e deslocamento com os golpes jab e direto, variando as formas, por exemplo, “para frente com direto”, “para a esquerda com o jab”, entre uma série de combinações possíveis.

2. Esquivas em dupla: em duplas, um de frente para o outro. Para essa atividade, cada dupla necessitará de uma bola feita de meias velhas, ou bolas de tênis usadas, ou de borracha pequenas, e uma pequena corda, cordão ou elástico para amarrar as bolas. O objetivo da atividade será treinar as esquivas do boxe, tanto laterais quanto pendulares. Para isso: a) Um dos alunos da dupla irá segurar uma bola feita de meias e amarrada em um elástico e deverá lançar essa bola na direção da outra pessoa; b) A outra pessoa da dupla deverá fazer movimentos tentando “fugir” da bola, ou seja, evitando que a bola toque em si mesmo; c) Para a realização dos movimentos é necessário manter a postura e posicionamento dos pés, bem como a guarda alta (punhos erguidos protegendo o queixo); d) A bola não deve ser jogada forte a ponto de machucar o outro. Contudo, é possível ir aumentando a intensidade e velocidade no arremesso para que a atividade fique cada vez mais desafiante; e) Após vivenciados alguns momentos de esquivas as duplas trocam as funções e quem estava esquivando passa a arremessar a bola e vice-versa.

3. Aprendendo o jab e o direto: em duplas, um de frente para o outro. Para essa atividade é necessário a utilização de bolas dentro de sacolas plásticas: a) Inicialmente um aluno deverá segurar a bola enquanto o outro irá dar os socos. A bola deverá ser segurada pela sacola de modo que quando o outro der os socos haja certa movimentação desse material. Por isso, a pessoa que estiver segurando deve estar a uma distância segura da bola, esticando os braços, evitando que o movimento da bola possa atingi-la e machuca-la; b) O aluno que for realizar os movimentos de soco deve permanecer com as pernas em base, uma de frente para a outra. Os punhos devem estar fechados e as mãos devem ser colocadas próximas ao rosto visando proteger a cabeça; c) Ao sinal do professor, o aluno que for atacar deverá desferir toques na bola segurada pelo colega, simulando socos, inicialmente fracos e depois poderá ser aumentada a intensidade. O objetivo não é mensurar força; d) É possível começar com apenas um golpe de jab (soco com o braço da frente). O braço de trás deverá estar protegendo o rosto, na posição de guarda; e) Após um tempo de realização do jab, introduz-se o direto também; f) Vivenciado o direto, é possível realizar algumas pequenas sequências de socos como 1 jab e 1 direto; 2 jabs e 1 direto; 2 jabs, 1 direto, 1 jab e 1 direto; entre inúmeras outras possibilidades de combinação; g) Por fim, é possível introduzir além dos socos, combinações com os movimentos de esquiva. Para isso é possível aproveitar até mesmo a movimentação da bola na sacola plástica; h) Após as vivências de uma pessoa da dupla, trocam-se as funções e quem estava segurando a bola na sacola plástica passa a realizar os movimentos e vice-versa.

DICAS

- Uma possível substituição para a atividade 1 é trocar a forma como o professor realiza os comandos de voz. Em vez de falar a direção e o sentido, ele pode substituir por um número, por exemplo, o número 1 significando frente, o número 2 trás e assim por diante.

- Para alunos mais iniciantes, aconselha-se começar somente pelas esquivas mais simples, mexendo o tronco na lateral. Com o passar do tempo, é possível adicionar os movimentos pendulares e, finalmente, esquivar com movimentação de pernas.

- Na atividade 3 é possível utilizar outros materiais que possam ser segurados além da sacola plástica, desde que deem movimentação ao material. No entanto, é muito importante haver cuidado de quem estiver segurando o implemento para que não sofra nenhum acidente. Ao longo da atividade é fundamental lembrar os alunos de sempre manterem a guarda alta, pois uma tendência muito comum é que a guarda vá ficando cada vez mais baixa conforme o passar da atividade. Se for viável, é interessante amarrar fitinhas coloridas em ambos os punhos dos alunos para que eles olhem para elas e se lembrem sempre de levantarem a guarda.

- Dica de inclusão: Se você tiver alunos cegos em suas turmas permita que ele reconheça o espaço do ringue e toque no espaço e nos equipamentos. Construa plantas baixas do ambiente. Um aluno cego pode ter colegas auxiliando, fazendo papel de tutores durante as atividades. Para a participação de alunos cegos é preciso que os demais alunos façam o máximo de silencio para que ele possa se orientar pelo som do quique e da rebatida da bola.

RODA FINAL

- Ao final da aula pergunte para os alunos quais as principais diferenças entre a aula de boxe e as aulas anteriores, baseadas nas lutas de curta distância.

- As modalidades de média distância exigem a realização de toques nos outros, o que necessita de muito respeito para não machucar. Quais são as questões que merecem maior atenção dos alunos? Explique a importância de atenção e da dosagem da força na hora das atividades.

- Que outras técnicas são possíveis nas lutas de média distância? Como no boxe não há a presença de chutes, diga para os alunos que os chutes também fazem parte das ações relacionadas à média distância. Para isso, na próxima aula serão vivenciadas ações de uma modalidade que apresenta chutes, como o Muay Thai. Peça que os alunos pesquisem o significado dessa palavra e tragam para o debate da próxima aula.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=5Y02WyTR6uE.

- http://www.youtube.com/watch?v=SK14dzbJWpA.

- http://www.youtube.com/watch?v=SJ_o_q1m19o.

Plano 6 - Lutas

Lutas de média distância: Muay Thai

RODA INICIAL

- Professor, pergunte aos alunos sobre a pesquisa solicitada na aula anterior. O Muay Thai significa boxe tailandês e, como o próprio nome indica, é a modalidade de luta mais popular daquele país.

- Essa prática apresenta algumas especificidades, entre elas, a de ser reconhecida como a luta das “8 armas” uma vez que utiliza-se de técnicas com os punhos, cotovelos, joelhos e canelas.

- Pergunte aos alunos se alguém já praticou essa luta ou se já viram como é uma luta de Muay Thai.

- O Muay Thai traz ainda uma série de tradições e rituais característicos, tais como o uso do Mongkon (coroa usada pelos lutadores e presa na cabeça) e o Paprachiat (objeto que é preso no braço). É possível, a partir dessas características, ilustrar como é grande a pluralidade cultural das lutas, uma vez que diversas práticas apresentam características das sociedades que as criaram. Que outras características ligadas à pluralidade cultural os alunos conseguem vincular às lutas?

DESENVOLVIMENTO

1. Ações básicas em movimento: Os alunos devem estar espalhados pelo espaço. O professor deverá estar ao centro, pois será ele quem dará as instruções para todos: a) O professor inicialmente deverá manter a movimentação de pernas do boxe, ou seja, não cruzando as passadas ao longo dos deslocamentos. Relembre um pouco essa movimentação com os alunos, que foi aprendida na aula anterior; b) Após a vivência dos deslocamentos, os alunos deverão fazer a guarda com os braços, protegendo o queixo. Os alunos deverão inicialmente realizar no ar os socos jab e direto, realizados parados no espaço. Lembre-se de solicitar que as mãos devem sempre voltar a proteger o queixo depois de aplicados os golpes; c) Após vivenciar os socos jab e direto parados, os alunos deverão realiza-los em deslocamento, coordenando os seguimentos entre membros; d) Decorridos alguns minutos o professor deverá ensinar o movimento da cotovelada que deverá sempre ser feito na lateral do corpo (tal como um cruzado) e nunca de cima para baixo. O movimento deverá ser vivenciado individualmente; e) Posteriormente, ainda em grupo, os alunos deverão realizar o movimento de joelhada, realizado de baixo para cima. Juntamente com a joelhada é preciso fazer a movimentação dos braços, como se estes estivessem empurrando o pescoço de alguém para baixo; f) Por fim, vivenciam-se alguns chutes, sobretudo o chute lateral baixo, lateral médio e lateral alto e o chute frontal na região da cabeça, primeiramente parados (e com ambas as pernas) e posteriormente em deslocamento, ainda em caráter de aquecimento.

2. Chute baixo e defesa do chute com bloqueio com as pernas: em duplas, um de frente para o outro: a) Um dos alunos será o atacante enquanto o outro será o defensor. O objetivo da atividade será aprender a realização do chute lateral baixo, bem como uma das formas básicas de defesa dessa técnica; b) O aluno atacante deverá realizar o chute lateral baixo que deve ser feito com a perna de trás, utilizando-se o quadril, bem como o giro da perna da frente. Lembrando sempre que o movimento do chute deve ser contínuo, buscando atingir o alvo e nunca parando na metade do movimento; c) Como os alunos estão em duplas o objetivo NÃO será realizar o chute o mais forte possível, apenas a aprendizagem do movimento, buscando somente encostar na outra pessoa; d) O aluno que está defendendo, por sua vez, deverá realizar o movimento de defesa básico de bloqueio com a canela. Nesse movimento, o aluno deverá elevar o joelho, buscando defender o chute, aparando-o com sua própria canela (que deverá estar contraída); e) Os chutes devem ser realizados para ambos os lados de modo que a defesa seja feita nas duas pernas; f) Após vivenciar os movimentos, os alunos deverão trocar as funções nas duplas, ou seja, quem estava atacando (chutando) passa a defender o chute pelo bloqueio, e vice-versa.

3. Combinação de movimentos em dupla: em duplas, um de frente para o outro; a) A partir das atividades vivenciadas durante a aula e com o que os alunos já aprenderam sobre as práticas de média distância, as duplas deverão elaborar uma sequência de ao menos 30 movimentos em combinação; b) Para isso, vale tanto a simulação de socos, chutes, cotoveladas, joelhadas, deslocamentos, esquivas, defesas de movimentos, contragolpes, entre outros; c) A combinação deve ser realizada de modo que os alunos tenham inicialmente um tempo para elaborar os movimentos. Não poderá haver contato direto entre os estudantes, apenas leves toques no outro por meio da combinação, ou seja, os movimentos deverão ser coreografados e os alunos deverão treiná-los para a apresentação final; d) Os movimentos deverão focar as ações do Muay Thai já aprendidas. Para isso, vale-se da utilização das técnicas já realizadas em aula, bem como as pesquisadas sobre esta modalidade; e) Após a combinação dos movimentos os alunos deverão ensaiá-los durante alguns minutos; f) Finalmente, cada dupla deverá apresentar a sua série, para os demais de modo que todos possam demonstrar os movimentos criados em cada dupla.

DICAS

- As movimentações iniciais devem ser realizadas adequando-se ao nível de conhecimento e habilidade dos alunos. Com alunos menores, indica-se desenvolver menos as ações em deslocamento e mais as de posição estática. Da mesma forma, dependendo da faixa etária, deve-se privilegiar a realização dos socos (jab e direto) e chutes baixos, deixando para um segundo momento as joelhadas e cotoveladas.

- Um erro muito comum do aluno que está defendendo é que ele já comece a atividade com a perna elevada o que não faz sentido numa luta de Muay Thai. Os alunos devem ser instruídos para elevarem as pernas no bloqueio somente no momento em que eles forem defender o chute, ou seja, quando o chute já estiver sendo realizado. Essa instrução permite que eles treinem a percepção adequada do momento de realizar as defesas o que os auxiliará na hora de aprender as dinâmicas de contra-ataque.

- Na atividade 3, caso os alunos tenham dificuldade na realização das sequências, o professor poderá fazer algumas adaptações, diminuindo a quantidade de movimentos exigidos (por exemplo 10 ou 20) e dando algumas ideias de possibilidades de movimento, tais como: “um aluno realiza um jab, o outro esquiva e faz um chute baixo no qual o outro defende e já aplica um direto etc.”. As combinações possíveis são inúmeras. Ofereça possibilidades de combinação aos alunos, sobretudo aos mais novos.

RODA FINAL

- Pergunte aos alunos sobre como foi o processo de criação dos movimentos na aula. Foi fácil ou difícil? Por quê? Quais foram os principais movimentos criados pelos alunos? Como foi realizada a troca de funções entre os integrantes das lutas?

- É importante que os alunos percebam que nas lutas, na maior parte das vezes, ora um ataca, ora o outro, de modo que as ações são desenvolvidas de modo contínuo. Uma das melhores formas de aprender esses movimentos é por meio de situações que simulem as lutas, realizadas em duplas e com as ações acordadas entre os alunos. Deixe isso claro para eles.

- As possibilidades de combinação de golpes em uma modalidade como o Muay Thai são inúmeras. Que outros movimentos existem nessa prática? A possibilidade de utilizar além de socos e chutes os movimentos de joelhada e cotovelada ampliam as ações motoras que podem ser aprendidas e os alunos devem ter noção da complexidade que essas ações representam em uma luta.

- Por fim, reforce a importância do respeito entre as duplas, pois sem ele não é possível a realização dessa aula.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=EbihZwXGLNE.

- http://www.youtube.com/watch?v=2BYd7f-wWfA.

- http://www.youtube.com/watch?v=-oBo1lWPcY0.

Plano 7 - Lutas

Lutas de média distância: Caratê

RODA INICIAL

- Professor, explique para os alunos que a palavra “caratê”, “karatê” ou “karate-do” significa a arte das mãos vazias, uma vez que fundamenta suas ações em técnicas desenvolvidas sem o uso de armas, originária das ilhas de Okinawa, no Japão.

- Há diversos estilos de caratê, pergunte se os alunos saberiam informar o nome de algum. Explique que os mais difundidos no Brasil são oShito-ryu, Shotokan, Goju-ryu e Wado-ryu, além doShorin-ryu, Uechi-ryu, Kyokushin e Budokan. Cada um apresenta suas especificidades e regras próprias, ou seja, há uma grande diversidade de estilos no caratê.

- Aprendendo a contar em japonês: não apenas o caratê, mas muitas modalidades de luta utilizam-se das numerações japonesas em sua contagem. Para isso, explique para os alunos como se conta de 1 até 10 em japonês: 1-ichu; 2-ni; 3-san; 4-shi; 5-go; 6-roku; 7-shichi; 8-hachi; 9-kyu; 10-ju. Faça essa contagem com os alunos, solicitando que eles repitam para que eles possam aprender essa tradição vinculada ao caratê.

- Explique que há inúmeras bases, posturas, movimentações e técnicas no caratê e que nessa aula a ênfase será na realização de algumas técnicas de chute, não se prendendo a um ou outro estilo.

DESENVOLVIMENTO

1. Aprendendo as posições de Kamae (posição de guarda): todos os alunos juntos, espalhados pelo espaço. Explique que uma base bem feita é condição fundamental para que os golpes sejam bem realizados, por isso, é importante entender o posicionamento no caratê. Os alunos deverão aprender algumas das posturas da posição de guarda (Kamae) do Caratê: a) A primeira posição que deverá ser aprendida pelos alunos será a denominada “Moroashi dachi”, é feita com uma perna avançada até a distância de um pé e abertura lateral equivalente à dos ombros. O braço correspondente ao mesmo lado da perna da frente deve estar elevado, em posição de guarda com o cotovelo flexionado e a palma da mão para a lateral. O outro braço cruza o corpo na diagonal, protegendo a região do tronco. É preciso realizar a posição para ambos os lados, tanto com a perna direita à frente (migi) quanto esquerda (hidari); b) A segunda posição será o “Zenkutsu dachi”. Para essa postura, é preciso apoiar-se na perna dianteira na proporção de 60% a 70% nesta perna. É preciso realizar uma abertura longa. É uma postura avançada e ofensiva. Sua estrutura é concebida para a cobertura de grandes áreas para técnicas ofensivas e interceptar possíveis contra-ataques; c) A terceira será o “Ippon ashi dachi” a qual é mais desafiadora, uma vez que apenas uma das pernas está em contato com o solo. Para isso, é preciso manter a posição dos braços e elevar a perna da frente, flexionando o joelho de modo que a canela fique exposta para frente. Esta posição serve tanto para defesa e bloqueios, quanto para alguns ataques de chutes ou para inverter a guarda, portanto, deve ser treinada de ambos os lados; d) A quarta será o “Kiba dachi”, também denominada de posição do cavaleiro. É uma base baixa, na qual ambos os pés estão paralelos, o dobro da largura dos ombros, com o peso distribuído uniformemente, compartilhando ainda a mesma altura. É também denominada de posição de equitação, pois a pessoa assume a postura como se estivesse montando um cavalo; e) Aprendidas as 4 posições o professor pode solicitar que os alunos façam uma transição entre elas, seja pedindo pelo nome, ora uma, ora outra, seja utilizando outras formas de instrução verbal como a contagem numérica em japonês, por exemplo.

2. Chute Mae Geri: em duplas, um de frente para o outro. Nessa atividade é necessária a utilização de bexigas: a) Uma pessoa da dupla deverá ser quem realiza os chutes, o atacante, enquanto a outra será o defensor, quem segurará a bexiga (que deve estar cheia); b) O objetivo do atacante é realizar o chute Mae Geri. Partindo da posição “Zenkutsu dachi”, aprendida anteriormente, o aluno deve apoiar-se na perna da frente, trazendo a perna de trás em um chute que deverá ser em linha reta, elevando-se o joelho até a altura do quadril para depois estendê-lo, tocando a bexiga com as pontas dos dedos desse pé; c) Imediatamente após a realização do chute, a perna que deu o chute (perna de trás), deve apoiar-se à frente e depois voltar para trás, na posição inicial; d) Aprendido o chute de um lado, o aluno atacante deverá trocar o lado e realizar o mesmo movimento para o lado contrário; e) Após a realização por uma pessoa da dupla, trocam-se as funções. O aluno que estava atacando passa a segurar a bexiga e quem estava segurando a bexiga passa a chutar.

3. Chute Mawashi Geri: em duplas, um de frente para o outro. Nessa atividade é necessária a utilização de bexigas ou macarrões de piscina: a) Partindo da mesma posição da anterior (“Zenkutsu dachi”) um dos alunos deverá chutar enquanto o outro deverá segurar a bexiga; b) Esse chute tem a característica de originar de forma mais lateral em comparação com o anterior; c) Para isso, o aluno que irá chutar deverá no momento de elevar a perna de trás para a realização do chute, rodar o quadril, como se fosse o mesmo movimento de “tansposição de barreira” do atletismo; d) Nesse momento, estende-se o joelho buscando efetuar o chute pela lateral até encostar na bexiga; e) A perna que ficou de base no solo deve também rodar (girando o calcanhar para fora), facilitando a projeção do chute e impedindo que ocorram lesões no joelho de base; f) A guarda deverá manter-se elevada e é posível realizar o chute em diferentes alturas. É fundamental que os alunos realizem a técnica de ambos os lados; g) Após um dos alunos realizar a posição, as funções são invertidas e quem estava atacando passa a segurar a bexiga e vice-versa.

DICAS

- Existe uma série de posições de Kamae entre os diferentes estilos de Caratê. É possível acrescentar outras possibilidades na atividade 1, buscando diversificar as posturas aprendidas. É fundamental que os alunos compreendam que o posicionamento dos braços no caratê nas posições de “guarda” tende a ser mais baixo em comparação às modalidades já vivenciadas (boxe e Muay Thai), devido às características específicas dessa prática.

- É possível começar a realização do chute bem devagar para que os alunos possam entender a importância da manutenção do equilíbrio quando a perna não está mais apoiada no solo. A altura do alvo (bexiga) pode variar de acordo com o grau de dificuldade, quanto mais alta, mais difícil.

- Uma variação interessante é fazer uma brincadeira entre as duplas. Para isso, quem está chutando deve realizar o movimento na mesma hora que o defensor abaixa-se (numa espécie de “pula carniça”). Quanto mais alta ficar a postura do defensor, mais difícil será a realização do movimento.

RODA FINAL

- Pergunte aos alunos o que eles acharam da aula. O que eles mais gostaram? E o que eles menos gostaram? Por quê?

- Alguns movimentos de chute, sobretudo para aqueles que não são acostumados, pode ser muito desafiante no início, o que exigirá, sobretudo, equilíbrio na realização. Os alunos se sentiram equilibrados? Por quê? Solicite que pesquisem filmes sobre caratê e os tragam para observar como ele é retratado pela mídia.

- Mostre que a questão do equilíbrio e da postura bem feita são condições fundamentais em uma modalidade como o caratê.

- Por fim, peça que cada aluno pesquise um golpe de caratê (pode ser tanto soco, quanto chute, postura, movimento de kata etc.) e traga na próxima aula para apresentação.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=O8iiaoZuOl8.

- http://www.youtube.com/watch?v=8FZ9bPo9XwQ.

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Bases_do_carat%C3%AA.

Plano 8 - Lutas

Lutas de longa distância: Esgrima

RODA INICIAL

- Antes de iniciar a aula de esgrima peça para que os alunos, rapidamente, apresentem as posições pesquisadas sobre o caratê.

- Posteriormente, contextualize que essa aula irá focalizar uma modalidade de longa distância, a esgrima. Para isso, inicialmente pergunte aos alunos: quais são as características de uma modalidade de longa distância? O que as lutas de longa distância apresentam como características mais importantes?

- É fundamental que os alunos entendam que as ações das práticas de longa distância também são as de toque, como as de modalidades de média distância. No entanto, essas ações são intermediadas por implementos, ou seja, por objetos como espadas, por exemplo.

- No caso da esgrima, há 3 estilos: florete, espada e sabre sendo que em cada um é permitido o ataque a uma parte do corpo da outra pessoa. No florete os golpes são permitidos somente na região do tronco, no sabre, da cintura para cima (incluindo o rosto) e na espada vale golpes em todas as regiões do corpo. Nesse sentido, explique que essa aula enfatizará o florete (golpes permitidos apenas na região do tronco).

- Caso os alunos já tenham construído as espadas de jornal em aulas passadas aproveite-as para essa aula. Caso contrário, é necessário oferecer um tempo para que eles possam confeccionar os materiais, que pode ser feito de modo alternativo, como os jornais com os pedaços de madeira.

DESENVOLVIMENTO

1. Exercícios de passada: em grupo, todos divididos pelo espaço. Explique aos alunos que os movimentos da esgrima são retilíneos, ou seja, acontecem para frente e para trás em um espaço que se assemelha a um corredor. Portanto, na esgrima, aprender a caminhar é muito importante: a) Posição de “L”: essa posição se dá com os calcanhares encostados, sendo a posição inicial do esgrimista. Para efetuá-la, os alunos deverão formar esse “L” com os pés de modo que o lado dominante deverá ficar apontado para a frente. A espada (feita de jornal) deverá estar na mão do mesmo lado da perna que estiver à frente. Ou seja, caso a pessoa seja destra, o pé direito deverá estar à frente, assim como a mão direita, portando o implemento; b) Posição de base: aprendida a posição de “L” passa-se a realizar um passo com a perna que estiver à frente, mantendo o mesmo posicionamento dos pés, ou seja, um pé direcionado para a frente (lado dominante) e o outro pé apontado para a lateral. Essa é a posição básica de base que os alunos deverão vivenciar. É importante que eles se desloquem nessa posição, ou seja, não podem dar um passo, invertendo a base (semelhante ao vivenciado nas aulas de boxe e Muay Thai). Solicite que eles se desloquem para frente, para trás e para ambos os lados, mantendo sempre a posição de base; c) Caminhada com posição de guarda: mantendo a posição de base, os alunos devem portar o implemento na mão da frente de modo que é preciso ter uma atenção maior com o cotovelo, que não poderá estar apontado para “fora”, ou seja, deverá estar alinhado com a espada. A outra mão, por sua vez, deverá estar direcionada atrás do tronco, em formato de “arco” com o cotovelo flexionado apontando para cima, tal qual na figura. É preciso deslocar-se nessa posições buscando entender a lógica do posicionamento na esgrima; d) Posição de afundo: posição normalmente utilizada para ataque. Mantendo a posição de guarda os alunos deverão simular um ataque no ar. Para isso, eles devem realizar o avanço que é um movimento de estocada com a espada ao mesmo tempo em que busca-se ir para a frente, abaixando o quadril, flexionando os joelhos. Após desferir o golpe, voltar para a posição de base e guarda.

2. Estocada na bola: em duplas um de frente para o outro. Além das espadas de jornal será necessária como material para a atividade uma bolinha (que poderá ser feita de papel, meia, bola de tênis ou tênis de mesa, ou outro material alternativo) e um fio para amarrar a bola, que pode ser barbante, linha, ou algum outro: a) Um dos alunos deverá estar com a espada enquanto o outro deverá estar com a linha amarrada na bolinha; b) O objetivo de quem está com a espada, o atacante, será realizar o movimento de estocada, ou seja, buscar encostar na bolinha; c) A bolinha, por sua vez, será um alvo móvel uma vez que está amarrada em uma corda o que será um desafio para quem realiza o ataque; d) A pessoa que segura a linha com a bolinha poderá realizar alguns movimentos, buscando dificultar o alvo para o atacante; e) O atacante deverá realizar o movimento de estocada e depois voltar para sua posição de guarda; f) Após vivenciado a atividade, as duplas trocam de função e quem estava atacando passa a segurar a bolinha e vice-versa.

3. Balestra em duplas: em duplas, um de frente para o outro. Cada aluno deverá portar sua espada: a) Os alunos deverão tocar um ao outro buscando efetuar um ponto. Cada toque corresponderá a um ponto; b) Para a realização dos movimentos de ataque os alunos deverão estar na posição de base e dar um salto curto da direção do companheiro, buscando finalizar na posição de afundo, movimento conhecido na esgrima como balestra; c) Só serão computados os toques realizados com o movimento de balestra. Da mesma forma, só serão válidos os toques realizados na região do tronco (uma vez que a aula é sobre o florete); d) Ao final, somam-se os pontos de cada um.

DICAS

- Os deslocamentos podem variar de acordo com a idade dos alunos. Para alunos menores a ênfase deverá ser na realização estática dos movimentos enquanto com os alunos maiores é possível direcionar as técnicas em deslocamento pedindo sempre para que eles simulem que estão enfrentando alguém durante a realização das ações.

- Caso haja uma grande quantidade de material é possível realizar a atividade de estocada individualmente. Para isso, o professor deverá amarrar as cordas e as bolinhas em algum local que permita que os alunos tentem encostar nelas no momento do ataque e depois voltar para a posição de base.

- É possível variar as duplas ao longo das atividades buscando maior interação entre os alunos.

- Dica de inclusão:

- Caso tenha alunos com deficiência proponha também a realização de uma competição com as regras adaptadas, da expressão desse esporte em cadeira de rodas, colocando os jogadores em condições de igualdade na disputa.

RODA FINAL

- Pergunte para os alunos o que eles acharam das atividades. A esgrima é difícil? Exige muitas técnicas? Por quê? Onde se pode praticar? Quem pode praticar? Como? Instigue os alunos a refletirem sobre como a esgrima é desenvolvida no Brasil e as limitações para a prática.

- Quais as principais semelhanças e diferenças entre a esgrima, uma modalidade de longa distância, e todas as outras vivenciadas até o presente momento?

- O fato das atividades da esgrima ser intermediada por um implemento (espada) dificulta ou facilita as ações? Por quê?

- Explique para os alunos que existem outras modalidades que se utilizam de implementos diversos. Peça que eles pesquisem possíveis modalidades que tenham ações com implemento e tragam para a próxima aula.

PARA SABER MAIS

- https://www.youtube.com/watch?v=8Mk-O_x9F9A&list=PLB303257989094E51

- http://www.youtube.com/watch?v=JGLb3sNQpow

- https://www.youtube.com/watch?v=RPPd5jpl9VY

Plano 9 - Lutas

Lutas de distância mista: MMA

RODA INICIAL

- Professor, pergunte aos alunos sobre as outras modalidades de longa distância existentes e que foram pesquisadas por eles.

- Na aula a ênfase será uma modalidade que tem ficado cada vez mais popular: o MMA.

- Pergunte aos alunos o que eles conhecem sobre essa modalidade. Quais são os golpes permitidos? Quem são os principais lutadores? Qual o nome dos principais eventos realizados?

- Pergunte para os alunos se eles sabem o que significa MMA. Diga que significa Mistura de Artes Marciais (da sigla em inglês Mixed Martial Arts), ou seja, podemos classificar o MMA como sendo uma modalidade de ações mistas, uma vez que possui algumas ações de práticas de curta distância como agarramentos, quedas e finalizações e de média distância como socos e chutes, por exemplo. As modalidades mais comuns usadas no MMA são: Jiu Jitsu, boxe, Muay Thai, wrestling (luta olímpica), entre muitas outras.

- Pergunte ainda se eles acham que o MMA é uma modalidade violenta. Por quê? Explique que na aula haverá uma adaptação das práticas buscando vivenciar diferentes ações de distância mista.

DESENVOLVIMENTO

1. Ações com distância: em duplas, um de frente para o outro. Um será o atacante enquanto o outro será o defensor: a) O objetivo será executar uma sequência de combinação de jab e direto com chute, somente simulando os golpes no outro; b) Para isso, o aluno atacante deverá realizar a sequência de jab e direto na palma da mão do defensor (somente toques leves serão permitidos); c) Após a realização dos golpes esse mesmo aluno deverá afastar-se um pouco do outro e realizar um chute lateral baixo, também apenas encostando no outro; d) O procedimento é repetido algumas vezes e depois as duplas trocam de funções, quem estava atacando passa a defender e vice-versa.

2. Aproximação e clinch: em duplas, um de frente para o outro. Um será o atacante enquanto o outro será o defensor: a) Os alunos deverão começar bem próximos um do outro, prontos para entrar no clinch; b) O objetivo do aluno atacante será conseguir a superioridade na aproximação e no clinch e simular a execução de joelhadas na lateral do tronco do companheiro; c) O aluno que estiver atacando deverá dominar a nuca do companheiro e simular a realização de joelhadas na lateral do tronco do mesmo. Só serão permitidos leves toques no outro; d) Caso seja possível, outros golpes comumente realizados no clinch tais como cruzados, uppers e cinturadas poderão ser realizadas; e) Após realizados os movimentos, no mínimo 10 vezes para cada lado as duplas trocam de função e quem estava atacando passa a defender e vice-versa.

3. Quedas e ground and pound: em duplas, um de frente para o outro. Um aluno será o atacante enquanto o outro será o defensor: a) O aluno atacante irá simular a realização de um chute frontal no joelho do companheiro (pisão) e flexionar as pernas, buscando segurar as pernas do outro na queda tradicionalmente denominada de “double leg” ou “baiana”; b) Caso os alunos já saibam cair e o chão seja seguro, é possível realizar a queda. Caso contrário, apenas a entrada do movimento já será o suficiente; c) O aluno que realizou a queda deve permanecer em pé enquanto o outro deve se direcionar ao solo. A partir disso, é possível simular uma saída da guarda fechada ou um leve toque simulando um chute para vivenciar uma ação possível estando um aluno em pé e o outro no chão, posição popularmente denominada de “ground and pound”; d) Vivenciadas as ações as duplas trocam de função e quem estava entrando na queda passa a sofrer a queda e vice-versa.

4. Ações no solo: em duplas, um de frente para o outro. Um aluno deverá estar no chão enquanto o outro deve estar em pé: a) O aluno que estiver em pé deverá tentar passar a guarda do aluno que estiver no chão; b) Para isso é possível realizar as ações aprendidas na aula de Jiu Jitsu; c) Caso o aluno chegue à posição de imobilização lateral, as duplas trocam de função; d) Decorridos alguns minutos o professor pode trocar as funções, caso as duplas não tenham trocado; e) É possível ainda variar as duplas buscando maior interação entre os alunos.

5. Execução de todas as ações em conjunto: Em duplas um de frente para o outro. Um aluno será o atacante, enquanto o outro será o defensor: a) O objetivo dessa última atividade será unir todas as ações vivenciadas durante a aula; b) Para isso, um dos alunos irá realizar todas as ações vivenciadas em conjunto, partindo da troca de socos e chutes, chegando à aproximação e clinch, passando pela simulação da queda até chegar ao solo; c) Feito isso para ambos os lados trocam-se as funções e quem estava atacando passa a defender e vice-versa.

DICAS

- É interessante incentivar os alunos a trocarem de base, realizando as ações tanto com a mão e pé direitos na frente quanto para trás. Isso permite que os alunos vivenciem as ações para ambos os lados, desenvolvendo a lateralidade bem como ampliando as posturas na hora de realizar as atividades de lutas.

- ­Uma possível variação na realização do clinch é dar as joelhadas também simulando a cabeça do companheiro. Para isso, a partir da pegada na nuca, deve-se abaixar a cabeça do outro e simular a realização de uma joelhada. É terminantemente proibida a realização da joelhada propriamente dita, apenas um leve toque, buscando simular o movimento.

- O chute frontal (pisão) no joelho deve ser realizado como forma de encontrar a distância ideal para a realização da entrada da queda e não deve ser forte, apenas um leve toque. Uma possível variação para a queda é segurar apenas uma das pernas do companheiro em vez das duas, no movimento denominado de “single leg”.

- É possível realizar outros movimentos de passagem de guarda na atividade 4, tais como aberturas do cadeado fechado (guarda fechado), guarda de ganchos, entre outras. Para simular uma ação de distância mista é possível durante a passagem realizar a simulação de outros movimentos tais como alguns chutes, lembrando sempre de gerar apenas toques no outro.

- Dica de inclusão: aproveite a oportunidade dessa aula para discutir com a sua turma as questões relacionadas ao gênero. Promova um debate para discutir a participação feminina nas atividades esportivas e na sociedade e o espaço destinado nas mídias.

RODA FINAL

- Professor, ao final da aula pergunte aos alunos os motivos que fazem o MMA ser uma modalidade de distância mista. Que tipos de ações costumam ser realizadas em uma luta de MMA?

- Quais as modalidades vivenciadas em uma luta de MMA? O MMA mistura ações de que tipo de práticas? Converse com os alunos sobre a diferenciação histórica do MMA, antigamente era uma modalidade contra a outra, atualmente o lutador de MMA precisa saber muitas práticas sobre diversas modalidades e não apenas uma. Quais as principais diferenças dessa transformação histórica?

- Os alunos gostam do MMA ou não? Crie um pequeno debate com a turma objetivando estimulá-los sobre o MMA. De um lado aqueles que gostam e do outro os contrários ao MMA. Caso não haja um número adequado, divida você mesmo os alunos. É importante trazer elementos para o debate, instigando os alunos a pensar se o MMA é ou não uma “selvageria”, o que é necessário saber para ser um lutador de MMA, porque essa modalidade cresce tanto no mundo atualmente, entre outras diversas questões.

PARA SABER MAIS

- http://www.youtube.com/watch?v=MqRZoa4C8h8.

- http://www.youtube.com/watch?v=cmJVde22dFk.

- http://www.youtube.com/watch?v=xatPoVNPGJk.

Plano 10 - Lutas

Evento final das lutas

RODA INICIAL

- Professor, essa aula será o evento final das lutas, buscando incluir algumas das compreensões e vivências.

- Antes do evento os alunos deverão auxiliar no processo de organização como estipulação dos materiais e dos espaços necessários, atenção às questões de segurança, entre outras.

- O evento final é, acima de tudo, uma ação festiva e, ao mesmo tempo, avaliativa, pois busca compreender o que os alunos aprenderam ao longo das aulas de luta. Estimula a competição sadia entre os alunos e, ainda mais importante, o respeito para com todos os outros. Tudo isso deve ser enfatizado com os alunos.

- Para essa aula final, os alunos deverão ser divididos em grupos. Embora as ações sejam realizadas individualmente, eles farão parte de times que se enfrentarão. Os pontos serão convertidos para os times.

- Para isso, os alunos deverão ser divididos em grupos de aproximadamente 5 a 6 integrantes, podendo seguir os mesmos critérios do festival de lutas já realizado.

- Para a escolha dos grupos, indica-se a seleção de alunos que serão os “juízes” que montarão os grupos. Os alunos devem ser escolhidos democraticamente entre todos os participantes.

- Esse grupo de “juízes” irá montar os times buscando deixá-los o mais equilibrado possível, considerando a questão de número semelhante de meninas e meninos por grupo, diferenças de força e massa corporal.

- Terminada a divisão, o professor deverá colocar cada um dos “juízes” em algum dos grupos, ou seja, até o final os alunos “juízes” não saberão para qual time irão.

- Deve haver atenção para que os grupos fiquem o mais equilibrado possível.

- Além disso, é preciso contextualizar que o evento final é um momento festivo que deve contribuir para a integração e diversão, além da aprendizagem sobre as lutas vivenciadas.

DESENVOLVIMENTO

1. Sumô em ação: Os grupos deverão se enfrentar de modo que um integrante de cada grupo lute com um integrante de outro grupo. O objetivo da atividade é realizar ações semelhantes às encontradas em uma luta de sumô. Para isso: a) É preciso desenhar círculos no chão com um diâmetro aproximado semelhante ao círculo usualmente encontrado no centro da quadra; b) As duplas deverão iniciar as ações da mesma forma que se inicia uma luta de sumô, realizando os movimentos iniciais. Um integrante de algum outro grupo deverá realizar o papel de árbitro no confronto; c) Quando autorizado, as duplas deverão iniciar a luta, objetivando empurrar o outro para fora do espaço, ou que ele coloque outra parte do corpo, além das solas dos pés, no chão; d) Cada vez que uma das pessoas consegue atingir os objetivos é computado 1 ponto para seu time. Ao final de três tentativas, as duplas deverão ser trocadas, ou seja, cada um deverá enfrentar novas pessoas das equipes adversárias.

2. Passando a guarda: Os grupos deverão se enfrentar de modo que um integrante de cada grupo lute com um integrante de outro grupo: a) Enquanto uma pessoa permanece no chão com as pernas levantadas na posição de guarda do Jiu Jitsu, o outro começará a luta em pé; b) Ao sinal estipulado pelo juiz, que será alguém de outro grupo, o aluno que estiver fazendo guarda deverá buscar inverter a posição, movimento denominado de “raspagem” no Jiu Jitsu, buscando desequilibrar o outro aluno. Este, por sua vez, terá como objetivo passar a guarda, alcançando a imobilização lateral, denominada de “cem quilos”; c) Para o desempenho das ações as duplas terão o tempo máximo de até 20 segundos. Quem conseguir atingir ao objetivo pretendido computa 1 ponto para seu grupo; d) Caso ninguém pontue, decorrido o tempo máximo, as ações deverão ser invertidas e quem estava passando a guarda deverá fazer a guarda e vice-versa; e) Finalizadas as ações das duplas, será necessário realizar uma troca entre grupos de modo que os alunos possam enfrentar mais pessoas dos demais grupos. Ao mesmo tempo, cada aluno deverá passar pela experiência de árbitro.

3. Luta das espadas: Os grupos deverão se enfrentar de modo que um integrante de cada grupo lute com um integrante de outro grupo. Para essa atividade é necessário que haja implementos (espadas), feitos de materiais alternativos, como jornais, já construídos pelos alunos em aulas anteriores: a) Os alunos deverão portar seus implementos em um espaço previamente estipulado, que deve ser um corredor de aproximadamente 5 metros de comprimento; b) Ao sinal do professor, as duplas deverão realizar ações de toque no outro, tais como vivenciados na aula sobre esgrima; c) Para isso, valerá apenas a região do tronco, tal como é permitido no florete; d) As ações deverão ser realizadas buscando atenção aos movimentos aprendidos, executando as posições de balestra, afundo etc.; e) Para estocada no outro, o “tuché”, deverá ser computado 1 ponto para o grupo, ou seja, ao final do tempo estipulado (não mais do que 1 minuto) somam-se os toques realizados no outro, que são acrescidos na classificação geral dos grupos; f) Buscando maior atenção nos momentos de toque é possível manter um aluno de algum outro grupo para realizar as ações de árbitro, buscando averiguar a veracidade dos toques no outro.

4. Estafeta do circuito das lutas: Essa atividade diferencia-se das anteriores, pois terá como objetivo que cada aluno realize as ações estipuladas o mais rápido possível. Para isso: a) Os alunos deverão estar em grupos e em fila numa atividade na lógica da estafeta; b) Ao sinal do professor os alunos em primeiro lugar na fila sairão e deverão executar o seguinte circuito individual. 1º - ir correndo até uma determinada parte do espaço e realizar uma sequência de 10 movimentos de boxe (socos de jab e direto); 2º - realizar a postura do caratê e fazer os chutes Mae Geri e Mawashi Geri; 3º - realizar a postura do sumô e os movimentos preparatórios por 5 vezes para cada lado (elevação das pernas o shiko, até a posição de luta, o matawari); 4º - correr para o outro lado do espaço e realizar o chute lateral do Muay Thai, também 5 vezes para cada lado; 5º - terminar a apresentação com um rolamento ou amortecimento do judô, bem como a movimentação de solo do Jiu Jitsu (fuga de quadril) ao menos duas vezes; c) Finalizado o breve circuito o aluno deverá tocar na mão de outra pessoa da equipe que deverá sair da fila e realizar a mesma movimentação; d) A equipe que terminar primeiro ganha 20 pontos na atividade, seguido pelo segundo colocado com 15 pontos, terceiro com 10 e assim por diante.

DICAS

- Na atividade “sumô em ação”, caso haja 3 equipes, é possível estabelecer um roteiro para as trocas de duplas sendo que ora uma equipe enfrenta a outra enquanto a terceira arbitra, ora as ações são invertidas de modo organizado. Além disso, para dinamizar a atividade é importante haver diversos círculos no chão de modo que mais duplas possam se enfrentar. Como a soma das pontuações será por grupo, indica-se a construção de um quadro para que se possa ir colocando a soma dos pontos, caso isso não seja possível, ao menos uma folha sulfite já é o suficiente.

- A atividade de passagem de guarda pode ser iniciada de outras posições, partindo de dentro da guarda fechada, por exemplo, ou então guarda de gancho, aranha e outras possibilidades. É fundamental haver atenção especial ao piso nessa atividade uma vez que grande parte das ações é realizada no solo.

- Para otimizar a realização da atividade de “luta das espadas” é possível dividir o espaço em diversos “corredores”, os quais cada um deverá abrigar uma dupla. Dessa forma, diversas lutas acontecerão ao mesmo tempo. É possível ainda acrescentar novos golpes ao repertório vivenciado pelos alunos, tais como as defesas dos golpes realizadas com a própria espada, impedindo que o outro toque e compute o ponto.

- Caso haja espaço é possível realizar outras movimentações no circuito de acordo com o que for estipulado pelo professor. É possível ainda incluir mais atividades no circuito caso o tempo permita.

RODA FINAL

- Ao final do evento pergunte se os alunos gostaram. Aproveite e pergunte também quais lutas eles gostaram mais de vivenciar ao longo das aulas. Existem locais na comunidade para a prática regular de lutas? Qual é a visão atual que os alunos têm sobre as lutas? O que mudou após a realização das aulas de lutas?

- Pergunte por que as lutas não podem ser consideradas como brigas e como se dá a classificação pelas distâncias.

- Sobre o evento, compute os pontos com os alunos e informe a equipe vencedora. Acima de tudo, valorize como esse conteúdo pode contribuir para com mais conhecimentos aos alunos.

- Ao final, deixe claro que as lutas são conteúdos possíveis de aprenderem na escola e, além disso, são muito interessantes, conforme os alunos puderam vivenciar ao longo de todas essas aulas.

Caro professor/monitor neste espaço você terá acesso a planos de aulas que estão complementando os disponibilizados no livro. Selecione um dos números disponíveis abaixo.

  • Plano • 1
  • Plano • 2
  • Plano • 3
  • Plano • 4
  • Plano • 5
  • Plano • 6
  • Plano • 7
  • Plano • 8
  • Plano • 9
  • Plano • 10

Plano 1 - Capoeira

Armada

RODA INICIAL

Converse com os alunos acerca da armada, alguém sabe como é? É girada como a queixada ou é incisiva como o martelo?

DESENVOLVIMENTO

1. Alunos em duplas: Cada aluno receberá do professor uma fita ou tira de tecido e duas bexigas. As bexigas deverão ser presas na fita e, em seguida, a fita é amarrada na cintura, ficando um balão na frente (abdômen) e outro nas costas. As duplas terão o aluno A e o aluno B, combinados antes do início da atividade: a) O aluno A irá tentar estourar os balões do aluno B, que procurará evitar que seus balões sejam estourados, dentro de um tempo demarcado pelo professor (1 min.); b) Inverta os papéis; c) Os alunos recebem novos balões e os prendem novamente na fita. Em seguida, os alunos A e B tentarão estourar a bexiga um do outro ao mesmo tempo, ou seja, deverão atacar e defender ao mesmo tempo, também dentro de um limite de tempo (1m30s).

2. Aprendendo a armada: Leve alguns elásticos para a aula amarrados relembrando a brincadeira cultural de “pular elástico”. Alunos em trios: dois são as bases do elástico, segurando-o, e o terceiro realiza os movimentos. Inicialmente, irão explorar o material brincando de pular. Estipule um tempo para esta exploração fazendo com que troquem as posições. Fase 1: Com o elástico na altura das canelas dos alunos A e B, inicialmente, o aluno do meio – C ficará de frente para o elástico. Divida o movimento: a) passar a perna esquerda por cima dos dois elásticos e ficar na posição de base da ginga, fixando um ponto com o olhar; b) avançar a perna da frente (esquerda), como na queixada, juntando os elásticos com as pernas e aproximando os pés (o peso fica em cima da perna esquerda), olhando para o ponto fixo; c) girar o corpo em seu próprio eixo, por trás, ou seja, para a direita tentando não tirar os olhos do ponto fixo que escolheu. Repetir várias vezes. Fase 2: Realizar toda a fase 1 e agora soltar a perna direita desferindo o golpe, que é girado, até voltar à posição de base da ginga. Repetir variadas vezes e para ficar mais motivante varie a altura do elástico (canela, joelhos, cintura).

3. Armada. Ainda em trios: Solicite que todos façam a armada sem os elásticos. O aluno A será o ponto fixo, mantendo uma distância segura; o aluno B fará o movimento da armada e o aluno C irá observar o B auxiliando-o na realização e tentando corrigir para aprender. Troque as posições e também os trios.

4. Armada com Meia-lua-de-frente: Utilize a mesma técnica dos elásticos. Nesta atividade o aluno ficará de frente para os elásticos, novamente, só que agora, fora deles. Solicite que escolha o ponto fixo. A partir da ginga, com a perna esquerda na frente, o aluno irá fazer a meia-lua-de-frente com a perna direita e “entrar” no elástico. Em seguida, olhando para seu ponto fixo, irá fazer o giro do corpo e desferir a armada, voltando para a posição de base da ginga. Inverta os papéis.

5. Roda: Solicite que utilizem os novos movimentos que aprenderam.

DICAS

- Os elásticos devem ter aproximadamente 4m de comprimento para proporcionar segurança aos alunos. Os dois alunos que segurarão o elástico ficarão em uma distância um do outro que permita ao terceiro aluno desferir a armada sem a preocupação de machucar o colega e vice-versa.

- Para a realização da armada com equilíbrio é ideal não perder o ponto fixo, jogando todo o peso do corpo para a perna que ficará de apoio.

RODA FINAL

- Relembre as perguntas iniciais para avaliar o nível de aprendizagem. Quais os pontos negativos e positivos da aula?

- Discuta acerca do trabalho em grupo para aprender a armada. Como se sentiram? Eles conseguiram auxiliar-se? O que preferem? Por quê? Quais as vantagens de se trabalhar em grupo? Sabemos dividir?

PARA SABER MAIS

- www.educacaofisicaescolarecapoeira.blogspot.com.br.

- DARIDO, S. C. (Org.). Educação Física Escolar: compartilhando experiências. São Paulo: Phorte, 2011, p. 94-150.

Plano 2 - Capoeira

Pandeiro e junção de golpes.

RODA INICIAL

Converse com os alunos sobre o pandeiro: suas características; em que manifestações culturais brasileiras ele aparece; se alguém já experimentou ou sabe tocá-lo; como é tocado o pandeiro na capoeira? Se possível, leve um pandeiro, ou vários.

DESENVOLVIMENTO

1. Junção de golpes. Alunos em filas. Ao sinal do professor realizarão os golpes solicitados, primeiro com a perna direita, depois com a perna esquerda: a) meia-lua-de-frente com martelo (perna da frente); b) martelo com rabo-de-arraia; c) bênção e martelo com a mesma perna; d) meia-lua-de-frente com rabo-de-arraia; e) queixada com meia-lua-de-compasso; f) meia-lua-de-frente com armada; g) solicite aos alunos que repitam os golpes unidos e insiram os coreográficos (bananeiras e aú); em grupos de 3 ou 4; h) agora acrescente a movimentação rasteira; i) cada grupo irá apresentar sua criação.

2. Pandeiro: sentados em roda. Inicialmente, comece com todo o grupo dividido em dois: o atabaque e o pandeiro. O atabaque canta e o pandeiro responde: a) Atabaque: realizam 4 batidas com as mãos no chão: 1,2, 3,4 – e cantam “café com pão; café com pão”; b) Pandeiro: 4 batidas também, como no atabaque: 1,2, 3,4. Neste caso farão uma batida no chão com as duas mãos e uma palma (1,2); repete (3,4) – e cantam “com requeijão; com requeijão”. Repita algumas vezes e troque as funções;

3. Roda utilizando e/ou imitando os sons do pandeiro e atabaque.

DICAS

- Para unir os movimentos sugira aos poucos, para que eles possam criar depois.

- Ao trabalhar com ritmo alguns alunos sentem dificuldade, portanto é preciso paciência, o processo de ensino deve ser passo a passo para atingir a todos.

RODA FINAL

- Relembre as perguntas iniciais para avaliar o nível de aprendizagem;

- Discuta sobre como acham que os instrumentos são confeccionados e a diferença entre os que são feitos industrialmente (atabaque e pandeiro) e o berimbau que continua, até hoje, sendo artesanal;

- Sugira uma oficina de confecção de berimbau que pode ser realizada juntamente com o professor de artes;

PARA SABER MAIS

- Blog: www.temastransversaisnacapoeira.blogspot.com.br.

- Blog: http://estudoscapoeira.blogspot.com.br/.

Plano 3 - Capoeira

Berimbau

RODA INICIAL

Questione aos alunos o que sabem acerca do berimbau, qual sua importância e função na roda? Ele é artesanal? Como é tocado? Alguém já conhece, já sabe tocar?

DESENVOLVIMENTO

1. Orquestra – unindo e vivenciando os instrumentos: sentados em roda. Todos vivenciarão os três instrumentos (pandeiro, atabaque e berimbau). Inicialmente, relembre o ritmo e os toques do atabaque e o pandeiro como nas aulas anteriores. O atabaque canta e o pandeiro responde: a) Atabaque: realizam 4 batidas com as mãos no chão: 1,2, 3,4 – e cantam “café com pão; café com pão”; b) Pandeiro: 4 batidas também, como no atabaque:1,2, 3,4. Neste caso, farão uma batida no chão com as duas mãos e uma palma (1,2); repete (3,4) – e cantam “com requeijão; com requeijão”. Repita algumas vezes e troque as funções; c) Agora a turma toda imita o som do berimbau: “ mosquitim doidão, mosquitim doidão”; d) Inclua o gesto imitando o toque do berimbau; e) Divida novamente a turma em 3 grupos: atabaque, pandeiro e berimbau e repita as atividades anteriores. Comece com o grupo de berimbau, depois o pandeiro e, em seguida, o atabaque. Troque as funções; f) Todo o grupo: todos os alunos farão os sons ao mesmo tempo.

2. Roda: utilizando os instrumentos possíveis.

DICAS

- Para os alunos perceberem melhor os ritmos, pode-se solicitar que se movimentem, vendados, de acordo com as batidas da palma do professor que deve variá-las. Sem a visão, os alunos se soltam mais e sentem menos vergonha por saberem que não estão sendo observados uns pelos outros.

RODA FINAL

- Relembre as perguntas iniciais: o berimbau é o instrumento de maior importância na roda de capoeira, pois é ele quem dita o ritmo e tipo de jogo que será desenvolvido pelos capoeiristas;

- Solicite que façam uma pesquisa sobre qual a madeira utilizada para a confecção do berimbau e seu replantio. Aproveite para trazer a reflexão acerca da preservação do meio ambiente;

- Sugira uma oficina de confecção de berimbau de material reciclável que pode ser realizada juntamente com o professor de artes.

PARA SABER MAIS

- Blog: www.temastransversaisnacapoeira.blogspot.com.br.

- Blog: http://estudoscapoeira.blogspot.com.br/.

Plano 4 - Capoeira

Confecção de instrumentos: berimbau e atabaque de material reciclável.

RODA INICIAL

- Sugerimos que esta aula seja realizada em outro espaço do colégio ou fora dele (preferencial), se possível. Você vai precisar de mesas, martelos, pregos etc. e, para isso, seria muito bom um espaço adequado como uma oficina.

DESENVOLVIMENTO

1. Para fazer o berimbau serão necessários os seguintes materiais : a) um cano de PVC, que neste caso específico será de 1.50 m, mas ele pode ser menor ou maior; b) arame galvanizado, usado para fazer cerca, fino e flexível, 2.00 m, aproximadamente; c) alicate de corte e alicate comum; d) um prego; e) um cadarço de tênis, em algodão, para não escorregar no PVC, ou cordão grosso; f) uma garrafa pet de 2 L, vazia e lavada para a cabaça; g) um palito de churrasco ou caneta vazia para a baqueta; h) uma pedra ou uma moeda.

2. Construindo o berimbau: Faça um furo em cada uma das extremidades traseiras do PVC, com o prego quente, segurando-o com o alicate comum. Esta será a verga do berimbau. Em um dos furos será amarrada uma ponta do arame com cuidado para não deixar pontas. Na outra extremidade do arame faça um nó que deixe um laço, no qual você amarrará o cadarço (reserve uma parte deste para a cabaça – 20 cm). Esta parte será passada no outro furo feito no PVC (parte de cima) esticando bem o arame para que fique bem preso e dê o som necessário. Em seguida, segure com uma das mãos o arame para não soltar e dê algumas voltas, com o cadarço, em torno do PVC e amarre bem. Corte a parte debaixo da garrafa pet com cuidado para não deixar pontas que possam machucar depois e faça dois furos com o prego quente no fundo dela com uma distância de aproximadamente 3 cm. Perpasse a outra parte do cadarço em um e outro furo, e amarre-o firmemente, deixando um espaço para que possa ser encaixado na verga (PVC). Em seguida, introduza a cabaça pelo cadarço, na verga de seu berimbau, com a parte da garrafa encostada no PVC. É necessário que fique bem justo e não tome muito espaço da verga.

3. Todos tocando seus berimbaus.

DICAS

- Esta é uma aula para ser acompanhada por mais de um professor e para alunos, preferencialmente, acima de 12 anos de idade;

- Caso não possa realizá-la promova uma aula de repetição de todos os movimentos que já aprenderam, agora com maior complexidade: movimentos mais rápidos; em menos tempo; maiores distâncias a serem percorridas, realizando golpes etc.

RODA FINAL

- Todos tocando seus berimbaus;

- Avaliação da oficina; devolução de como foi a vivência, as facilidades e dificuldades.

PARA SABER MAIS

- Como tocar berimbau: www.educacaofisicaescolarecapoeira.blogspot.com.br

- ZULU. Idiopráxis de capoeira. Brasília: [s.e.], 1995.

Plano 5 - Capoeira

O jogo (cooperativo) de capoeira

RODA INICIAL

- Discuta com os alunos: o que é cooperar? Converse sobre o jogo da capoeira, se já viram, se há o toque entre os jogadores; questione-os sobre lealdade, respeito mútuo, cooperação. Demonstre vídeos de jogos de capoeiras leais, nos quais os capoeiristas se respeitam, brincam e jogam cooperativamente.

DESENVOLVIMENTO

1. Relembrando os movimentos aprendidos (bênção, meia-lua-de-frente, martelo, aú, queixada, rabo-de-arraia, meia-lua-de-compasso, bananeira, bananeira-de-angola, esquiva na ginga, cocorinha, negativa/rolê. Utilize as garrafas pet trazidas por eles (você também deve levar, para o caso de alguém se esquecer). Os alunos deverão amarrá-las, pela boca, com um cordão grande e pendurá-las no teto, enfileiradas, tornando-se alvos: a) siga o mestre - o primeiro da fila escolhe um dos movimentos aprendidos e os outros têm que segui-lo fazendo o mesmo, tendo as garrafas penduradas como referência. O primeiro passa a ser o último e todos devem demonstrar um movimento. Procure variar as direções e alturas; b) disponha um aluno próximo a cada garrafa, somente do lado direito. Este aluno irá empurrar a garrafa para que ela se movimente, indo e voltando para sua mão. Os outros alunos passarão, um de cada vez, esquivando-se das garrafas. Troque as funções.

2. Alunos em círculo: Deverão se abraçar pela cintura e tentar se deslocar para as direções solicitadas pelo professor sem se soltar e/ou se atropelar; a) o professor pode solicitar que façam diferentes movimentos juntos, parados ou se deslocando: abaixar, levantar, alongar a coluna para a direita e esquerda etc.; b) para aumentar o grau de dificuldade, o professor pode entrar na roda e solicitar que a roda acompanhe seus passos, para onde ele for, no ritmo que estiverem cantando (variar os ritmos); c) agora amarre o grupo com um barbante com todos voltados para fora. Eles deverão se deslocar para as direções solicitadas pelo professor sem se soltar e sem quebrar o barbante; d) coloque obstáculos como bambolês, cones etc. e solicite que o grupo se desloque por eles; e) para aumentar o nível de dificuldade todos irão cantar ao mesmo tempo em que se deslocam; f) agora, aumente ainda mais a dificuldade, e cada subgrupo imitará um dos instrumentos conforme a atividade 2 da aula 10 (sem os gestos).

3. Roda. Solicite aos alunos que façam uma roda grande e larga. Realize os jogos. a) diminua o tamanho da roda sem paralisá-la e sem avisar a quem está jogando, até o menor círculo possível.

DICAS

- Na atividade da roda abraçada, o professor pode trabalhar ainda com a inclusão propondo que alguns fiquem cegos; amarrando dois para simularem uma pessoa, pois se tornarão maiores e mais pesados; tapando os ouvidos; dentre outras deficiências.

- Dica de inclusão: no caso de alunos cegos, o professor pode colocar algum objeto dentro da garrafa para que emitam algum som ao serem lançadas, o que permitirá a melhor participação desses alunos.

RODA FINAL

- Volte ao tema da cooperação para avaliar se os alunos realmente entendem o que significa;

- Houve cooperação nas rodas que realizaram abraçados? Como se sentiram fazendo tantas coisas ao mesmo tempo e ainda tendo que cuidar uns dos outros e da própria roda para que não se desmanchasse? Feedback: assim é a roda de capoeira, todos devem cuidar para que se mantenha funcionando;

- A cooperação no jogo da capoeira: para jogar capoeira um precisa do outro, ou seja, jogarão “com”, e não “contra” o outro. Conscientize-os de que eles podem apenas demonstrar seus golpes, em direção aos seus colegas sem atingi-los, controlando seus movimentos. Por isso, o toque na capoeira não é predominante;

- Lembrar a todos de recolherem as garrafas e pôr no lixo correto para reciclagem;

- Caso aceite a dica de realizar a atividade da roda abraçada, simulando situações de inclusão, discuta com seus alunos a participação das pessoas com deficiência na capoeira e na sociedade. Pergunte o que elas pensam sobre isso? Acreditam que é possível uma pessoa com deficiência jogar capoeira? Solicite que pesquisem na internet sobre pessoas com deficiência praticando a capoeira e outros esportes.

PARA SABER MAIS

- REIS, A.L.T. Educação Física e Capoeira: saúde e qualidade de vida. 2 ed. Brasília: Thesaurus, 2010. 175p.

- Cooperação: http://cev.org.br/biblioteca/jogos-cooperativos-uma-proposta-inclusao-nas-aulas-educacao-fisica-escolar/ .

Plano 6 - Capoeira

Chapa-lateral e a mulher na capoeira

RODA INICIAL

- Nesta aula apresente a figura da chapa-lateral. Pergunte aos alunos com que outro golpe este se parece e qual a diferença.

- Pergunte ainda se conhecem alguma mulher que pratica capoeira, se existem Mestras e qual a opinião deles sobre a participação feminina nas rodas.

DESENVOLVIMENTO

1. Alunos em um único grupo em uma das extremidades do local. O professor utilizará uma corda grande e dirá aos alunos que aquela corda é mágica e eles não podem tocá-la porque se tocarem ela desaparecerá! a) O professor irá deslocar a corda junto com um aluno, segurando cada qual uma de suas extremidades. Todos os alunos deverão passar, inicialmente por baixo, fazendo os movimentos da capoeira, sem tocar na corda; b) A corda vai diminuindo de altura a cada vez que os alunos passam; c) Agora será ao contrário: os alunos deverão passar por cima. O professor vai subindo a corda e pode também aumentar a velocidade com que ela passa.

2. Alunos em duplas. a) Relembre o martelo e a bênção, a aluno A realiza o golpe, aluno B, esquiva; b) Agora solicite aos alunos que analisem a figura da chapa-lateral. Pergunte: Será que podemos unir o martelo e a bênção em um único movimento? Solicite que tentem executar suas ideias ainda em duplas; c) Agora, explique que a chapa é como se fosse a junção dos dois e todos devem realizá-la; d) Para aumentar a dificuldade o aluno A segurará um alvo (balão, jornal, EVA etc) e o B realizará a chapa-lateral. Troque as funções.

3. Roda.

DICAS

- Na atividade 1 busque comentar sobre o cuidado um com o outro na hora de passar pela corda.

- Na atividade 2 o alvo deve ser segurado com o braço esticado, na lateral do corpo e na altura da cintura.

RODA FINAL

- Pergunte sobre como os alunos se sentiram na aula, pontos negativos e positivos.

- E as meninas da turma, gostam de fazer a capoeira? Há muitas mulheres que fazem capoeira?

- No início do surgimento da Capoeira como é conhecida hoje, as mulheres participavam apenas batendo as palmas durante a roda e entravam somente quando era tocado o samba-de-roda. Em um passado recente, cerca de quinze anos atrás, a mulher que entrasse para a prática da Capoeira era estigmatizada. Atualmente, há muitas mulheres nesta prática corporal; existem rodas somente femininas, alunas-formadas, contramestras e mestras de Capoeira.

PARA SABER MAIS

- Blog: www.temastransversaisnacapoeira.blogspot.com.br.

- DARIDO, S. C. (Org.) Educação Física e Temas Transversais na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012.

Plano 7 - Capoeira

Roda de capoeira – regras

RODA INICIAL

Relembre o que foi aprendido na última aula, principalmente com relação à cooperação. Como acham que funciona a roda de capoeira? Tem regras? Quem comanda a roda? Por onde podemos entrar para jogar? Como devemos terminar o jogo? O que é a compra do jogo?

DESENVOLVIMENTO

1. Duplas: a) Todos em duplas jogando recreativamente, com ritmo médio; b) Um ou mais alunos tiram um da dupla e jogam com quem ficou, até que todos joguem com todos. Essa é a “compra” do jogo que no final será realizada na roda.

2. Círculo: faça um grande círculo e vá problematizando com os alunos as regras básicas da roda de capoeira: a) Início e término do jogo: pergunte aos alunos se sabem como iniciar e terminar o jogo. Explique: o berimbau, mesmo imaginário, é a referência da roda. O jogo começa com os alunos abaixados no “pé do berimbau”, este local é conhecido na capoeira como “boca da roda” ou “porta de entrada da roda”. Eles devem cumprimentar-se e sair em aú (o mais comum), mas também podem fazer uma negativa/rolê, bananeira, dentre outros. Para finalizar o jogo dá-se um aperto de mãos, ou um abraço. Após este cumprimento eles devem sair andando de costas, sempre de frente para o centro da roda; b) Compra do jogo: sabem como fazer? Explique: O aluno deve ir até ao pé do berimbau e vai andando pelo lado direito, até perceber que pode entrar e encosta uma das mãos nas costas de quem ele quer que saia. É possível, ainda, entrar entre os dois (atento ao momento certo para não ser atingido), fazendo um movimento de esquiva e com um dos braços estendidos, de frente para aquele com quem ele quer jogar.

3. Solicite que realizem os sons dos instrumentos imaginários e troquem sempre as funções, vivenciando todos os momentos da roda. Lembrar que todos devem responder ao coro, bater palmas e tocar os instrumentos.

4. Faça várias pequenas rodas ao mesmo tempo, onde todos serão responsáveis por todos e por mantê-las funcionando.

DICAS

- Todo jogo deve terminar com um aperto de mãos entre os capoeiristas em sinal de respeito e agradecimento pelo jogo realizado.

- Utilize sempre um ritmo médio, com coreografias, evitando qualquer tipo de violência.

- Os erros mais comuns são: esquecer de bater palmas; não cantar; entrar de qualquer lugar da roda; sair da roda conversando, ou ficar conversando na roda sem prestar atenção, o que não é recomendado e também não é uma atitude coletiva.

RODA FINAL

- Discussão: ética; solidariedade – trocar de lugar com quem está tocando os instrumentos, mesmo imaginários, para que estes possam jogar. Provoque a reflexão e que exponham suas opiniões sobre o fato de se cumprimentarem ao entrar e sair da roda.

- Relembre juntamente com os alunos tudo o que foi aprendido e vivenciado e faça uma avaliação em conjunto sobre os aprendizados, pontos positivos e negativos.

- Solicite o material a ser utilizado na confecção do berimbau e do atabaque, para a próxima aula.

- Para saber mais: NASCIMENTO, P. R. B. A capoeira no contexto da escola e da educação física. 2005. 145 f. Dissertação (Mestre em Educação das Ciências) - Departamento de Pedagogia, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, 2005.

Plano 8 - Capoeira

Queda-de-rins

RODA INICIAL

Nesta aula apresente a figura da negativa que é o início da queda-de-rins. Pergunte aos alunos: Por que acham que ela se chama assim? (Responda na roda final). Questione-os acerca do consumismo: Sabem o que é consumismo?

DESENVOLVIMENTO

1. Relembre a história da Capoeira. Dinâmica do “coelhinho na toca”, a brincadeira se chama “nego – faceiro!”. Alunos em grupos de 3 e estes grupos ficarão espalhados de mãos unidas e levantadas simulando os quilombos, com um negro capoeira, dentro dele. Um aluno ficará sozinho entre os quilombos. Ao comando do professor ou do próprio aluno que ficou no meio, acontece a mudança de posições de acordo com os comandos: quando o professor disser: – “nego!” todos os negros devem trocar de quilombo; - “faceiro!”: os negros ficam parados e os quilombos é que trocam de posição; “nego – faceiro!”: todos trocam suas posições ao mesmo tempo.

2. Relembre os golpes unidos à negativa/rolê. Alunos espalhados pelo espaço. O professor vai falando o nome dos fundamentos e os alunos vão realizando: a) Meia-lua-de-frente, negativa/rolê; b) Rabo-de-arraia, negativa/rolê; c) Martelo, negativa/rolê; d) Bênção, negativa/rolê.

3. Queda-de-rins. a) Da posição da Negativa (perna direita na frente) solicite que os alunos encaixem o cotovelo da mão que está no chão (direita) entre as costelas e o quadril. Agora vão apoiar também a mão esquerda no chão; b) Agora, desta posição, vão encostar a cabeça de lado, no chão, e colocar os dois joelhos em cima do cotovelo esquerdo.

4. Roda utilizando os movimentos que vivenciaram na aula.

DICAS

- Na atividade 1 é importante observar a segurança e que todos os alunos passem pelas diferentes posições.

- Na atividade 4 solicite que tentem a queda-de-rins sempre para os dois lados.

RODA FINAL

- Retome os questionamentos feitos no início da aula. Pergunte aos alunos se descobriram (se ainda não falaram) por que acham que a queda-de-rins tem esse nome. Este movimento fica com o cotovelo encaixado na direção de nossos rins, sustentando o corpo.

- E quanto ao consumismo, como eles acham que pode aparecer na capoeira? No meio capoeirístico há uma crescente demanda da produção de vestimentas: abadás (calça de Capoeira) estilizados, fora dos padrões, que na verdade deveriam ser para passeio e não para os treinamentos, bem como de camisas, agasalhos, camisetas, bermudas, além de acessórios com os símbolos que identificam a Capoeira e suvenir. Além destes, pode-se ressaltar os altos valores cobrados por alguns mestres, no batizado de Capoeira, no qual o aluno receberá sua corda, a camisa do evento e será batizado (primeira graduação), ou trocará de corda, bem como seu certificado. Há uma disparidade significativa no que diz respeito ao valor que é cobrado entre os diferentes grupos de Capoeira, contudo, o custo é relativamente o mesmo.

PARA SABER MAIS

- Blog: www.temastransversaisnacapoeira.blogspot.com.br.

- DARIDO, S. C. (Org.). Educação Física e Temas Transversais na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012.

Plano 9 - Capoeira

Preparação para o mini festival de capoeira.

RODA INICIAL

- Faça um “resumo”, com os alunos, dos conteúdos que foram aprendidos nas aulas, em todas as dimensões: conceitual, procedimental e atitudinal.

DESENVOLVIMENTO

1. Monte uma pequena dramatização sobre a origem e história da capoeira com os alunos divididos em grupos. Cada grupo irá representar um momento da história: a capoeira na escravidão, como prática proibida, nas academias e na atualidade, por exemplo; a) dê um tempo para que possam montar a pequena peça e apresentem para todo o grupo; b) una as partes da história fazendo uma única peça.

2. Estimule seus alunos a criarem músicas de capoeira, com seus berimbaus, fazendo uma roda de repente ou de chulas que são cantigas curtas e de ritmo rápido, como o “sim, sim, não, não”, dentre os outros tipos de música. Eles podem levar como atividade para depois da aula.

3. Roda. Combine com seus alunos uma pequena sequência de duplas que farão uma demonstração, no mini festival, do jogo da capoeira angola, outro da regional e outro da contemporânea, explicando sobre cada uma delas.

DICAS

- Na dramatização, os alunos devem criar seus papéis, falas, figurinos, cenários, dentre outros;

- Crie um blog para cada turma, junto com os alunos, para compartilhar as atividades e programar as próximas. Nos blogs, você poderá se comunicar com seus alunos, postar o conteúdo que ensinou, fotos, dentre outras informações.

RODA FINAL

- Repasse a peça, as músicas e as duplas que serão apresentadas no mini festival de Capoeira, na última aula;

- Solicite que os alunos levem roupas, maquiagem, objetos para fazerem o cenário etc. de acordo com a peça.

PARA SABER MAIS

- SILVA, L. M. F.; DARIDO, S. C. A capoeira e o uso da tecnologia da informação e da comunicação em seu processo de ensino e aprendizagem. Revista Motriz, Rio Claro, v.17, n.1 (Supl.1), jan./mar. 2011. Disponível em: < http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/4526/pdf_89 >. Acesso em: 10 dez 2013.

- SILVA, L. M. F.; RUFINO, L. G. B.; DARIDO, S. C. Capoeira e temas transversais: avaliação de um blog didático para as aulas de educação física. ETD. Educação Temática Digital, v. 15, p. 87-106, 2013.

Plano 10 - Capoeira

Mini festival de Capoeira

RODA INICIAL

- Reúna-se com seus alunos para fazerem um repasse daquilo que será apresentado;

- Montagem do cenário da peça e preparação dos instrumentos para a roda.

DESENVOLVIMENTO

1. Mini festival de Capoeira: apresentação da peça teatral.

2. Apresentação das músicas e dos instrumentos de capoeira criados pelos alunos.

3. Roda de capoeira: apresentação das duplas jogando Angola, Regional e Contemporânea com os alunos utilizando seus instrumentos e suas músicas. Lembrar que os atabaques podem ser baldes ou galões de alimento que estão fora de uso.

4. Roda.

DICAS

- Este mini festival pode se tornar um grande festival a ser apresentado para toda a escola e a família dos alunos. Prepare-o com seus alunos e, em parceria, com outros professores.

- Faça fotos e/ou filmagens, dentro do possível, para disponibilizar nos blogs.

RODA FINAL

- Avaliação final: diálogo acerca de todo o trabalho desenvolvido, relembrando pontos importantes: a definição da capoeira; sua origem e importância como patrimônio cultural brasileiro; as vertentes da capoeira; sua luta de cooperação e o não à violência; a roda de capoeira, seus instrumentos, músicas e ritmos.

PARA SABER MAIS

- OLIVEIRA, J. P.; LEAL, L. A. P. Capoeira, identidade e gênero. Ensaios sobre a história social da Capoeira no Brasil. Salvador: EDUFBA, 2009. 200 p.

- SILVA, G. O.; HEINE, V. Capoeira: um instrumento psicomotor para a cidadania. São Paulo: Phorte, 2008.

Caro professor/monitor neste espaço você terá acesso a planos de aulas que estão complementando os disponibilizados no livro. Selecione um dos números disponíveis abaixo.

  • Plano • 1
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Plano 1 - Práticas Corporais de Aventura

Escalada

RODA INICIAL

- Perguntar aos alunos o que eles sabem sobre escalada e se já a praticaram. Exemplificar com atividades cotidianas, tais como subir uma escada vertical, em árvores, muros e barrancos. Relacionar com escaladas de montanhas, rochas e paredes artificiais de escalada, preferencialmente, mostrando fotos ou gravuras de escaladores em ação. A escalada tem origens remotas, mas as primeiras referências de conquista de montanhas, que não eram por necessidade estratégica ou territorial, reportam-se ao século XVII, nos Alpes. De lá para cá, as técnicas e equipamentos foram aprimorados, tornando-se, hoje, uma prática corporal de aventura sistematizada e esportivizada.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Escalada horizontal: fácil de realizar e foge aos paradigmas relacionados aos perigos da escalada vertical e, ao mesmo tempo, utiliza o imaginário da criança na execução da atividade: a) o professor desenha com giz, no chão, “agarras”, simbolizando pontos de apoio de uma parede de escalada ou montanha, em que alunos, em decúbito ventral, deverão com quatro ou seis apoios, apoiar-se somente nas “agarras” e se deslocar até o cume da montanha horizontal; b) para ampliar as dificuldades e os desafios, algumas variações podem ser realizadas: afastar mais uma “agarra” da outra; empregar apenas o apoio da ponta do pé e de alguns dedos; mudar a direção da via (caminho que será realizado); determinar quais “agarras” poderão ser empregadas.

2. Escalada lateral: Atividade de Boulder (escalada de pequenos blocos de pedra, onde o uso de equipamentos como corda, cadeirinha e proteções dão lugar apenas a pequenos colchões e a segurança proporcionada pelo apoio de um colega) adaptada, em que a complexidade, dificuldade e consistência dos movimentos podem ser variadas: a) a adaptação na escola pode ser feita em muros e paredes, parafusando agarras artificiais de modo a transformar o local em uma via de escalada lateral. Caso não seja possível utilizar paredes, os alunos podem se deslocar lateralmente em um alambrado (cercas), entretanto, salienta-se que a utilização de alambrados precisa ser bem planejada, de modo a gerenciar possíveis riscos (ex.: engatar as mãos, braços ou pernas em pedaços de arame soltos) e a deterioração destas estruturas, pois elas não foram projetadas para esse fim. Para tanto, marcar um trajeto (via de escalada), utilizando fitas de tecido (pode ser fita crepe), que devem variar em distância e altura, mas não ultrapassar 2 m em relação ao chão; b) o aluno deve se deslocar lateralmente, apoiando-se – mãos e pés – somente nos locais sinalizados pelas fitas. Um colega deve acompanhar o aluno escalador para fazer sua segurança; c) após todos experimentarem a via de escalada, aumentar o grau de dificuldade, distanciando as “agarras” (as fitas) ou determinando qual mão e pé (esquerdo e direito) deverão ser encaixados.

Figuras 1 e 2: alunos do 4º ano realizando escalada horizontal e lateral (boulder adaptado).

Fonte: Foto - João Ramos S. Junior

DICAS

- Atividade 1: as “agarras” podem ser feitas com fitas adesivas (protegendo e indicando o caminho) e pedaços de E.V.A., dessa forma, cria-se um relevo e ampliam-se as possibilidades de participação dos alunos de maneira geral e de portadores de deficiência visual. Nesse sentido, podem ser propostas práticas utilizando vendas, incluindo conteúdos relacionados às questões sobre deficiências e adaptação, após todos terem participado da atividade 1.

- Atividade 2: a de escalada lateral, a dupla do escalador (a), que está no chão realizando a segurança, deve posicionar-se atrás dele (a), de uma forma em que, no caso de erro, ele possa auxiliá-lo durante a queda. O colega responsável pela segurança não deve segurar ou ter a intenção de pegá-lo no colo, podendo dessa forma machucar-se tanto quanto o protegido. O princípio básico da segurança de corpo é colocar o escalador na melhor posição para a queda, de pé, prestando atenção principalmente à cabeça. Por questões de segurança e controle, sugere-se que não sejam montadas muitas vias simultâneas, assim, o professor pode gerenciar melhor as práticas;

- Em ambas as atividades, o grau de complexidade e as orientações de tipo e números de apoios devem ser variáveis para atender as demandas da turma; isso pode viabilizar a participação de crianças com diferentes habilidades e/ou deficiências.

RODA FINAL

- Perguntar quais os perigos desse tipo de escalada se ela fosse feita em alturas maiores e como se proteger? Discutir com a turma sobre a realização dessas práticas em locais propícios, evitando estimular os alunos a praticar escalada em casa ou em locais sem condições para isso. Pedir que os alunos relatem as dores e incômodos das pegadas nas agarras e fazer relações com os escaladores que realizam vias em horas, ou até em dias.

PARA SABER MAIS

- Filmes: “Risco Total” (Cliffhanger,1993), direção: Renny Harlin e “Limite Vertical” (Vertical Limit, 2000), direção: Martim Campbell (CINE, 2008).

- Livro: PEREIRA, D.W. Escalada. São Paulo: Odysseus, 2007.

Plano 2 - Práticas Corporais de Aventura

Corrida de orientação II

RODA INICIAL

- Essa roda inicial se repete em relação à proposta realizada na aula anterior que pode ser acrescida dos seguintes pontos: levantar o questionamento sobre formas de navegação que podem ser realizadas à noite (Cruzeiro do Sul); abordar de maneira simplificada os equipamentos que são utilizados para a navegação (sextante, bússolas, aparelhos de GPS); abordar de maneira simplificada os diferentes tipos de mapas existentes (mapas, cartas topográficas e de navegação); abordar de maneira simplificada os sistemas de escala e de coordenadas. Dessa forma, empregando novos conteúdos, relacionados à corrida de orientação que poderiam ser desenvolvidos em várias aulas, ou até mesmo, poderiam ser o foco de tarefas de pesquisa (ex.: internet, biblioteca, com outros professores etc.).

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Utilizando mapas ou croquis: um mapa também pode ser denominado de croqui, quando desenhado à mão, instrumento que sempre utilizamos ao representar o espaço de nossa escola, em nossas atividades. É de simples confecção e pode ser copiado em vários exemplares para os alunos em máquinas copiadoras: a) os alunos, em duplas, deverão desenhar um mapa (croqui) localizando a escola e suas casas como pontos principais, além de pontos secundários (farmácia, mercados etc.). Os alunos deverão representar os quarteirões e ruas que passam para chegar à escola; b) é possível complementar a atividade, pedindo que os envolvidos desenhem a escola vista de cima (vista aérea), como uma planta baixa, com suas salas, refeitório, direção, e os outros ambientes. Andar pela escola e conferir com os alunos se os croquis confeccionados correspondem à realidade: número de salas, proporção etc. O que você vê no seu mapa corresponde às construções da escola? Qualquer um poderia se orientar com seu croqui? Troque de mapa com a dupla vizinha e faça as correções que julgar necessárias Em seguida, destroque e verifique as adaptações que deverá fazer.

2. Corrida de orientação (cooperativo): questionar aos alunos sobre a origem pré-histórica da caminhada, dos povos nômades e a busca de alimentos e segurança, abordagem que será potencializada se for tratada de forma interdisciplinar e empregar imagens e fotos de caminhadas, inclusive dos próprios livros de história e geografia dos alunos, entre outros: a) o professor deverá desenhar um mapa (croqui) que corresponda ao local onde o jogo será realizado. Seja pátio, quadra ou parque, é possível colocar palavras sobre figuras do mapa, transformando o local num cenário natural, a lixeira pode representar uma rocha, a coluna uma árvore e assim por diante; b) corte ou rasgue o mapa em dez ou 12 pedaços (ou mais, dependendo da quantidade de jogadores) de modo que cada pedaço tenha uma figura fácil de identificar. Separe cinco ou mais pedaços para uma equipe, mas antes esconda um destes pedaços na área correspondente ao local que eles representam no mapa inteiro. Exemplificando: se os cinco pedaços formam a região do fundo do pátio, um deles deverá estar escondido naquele local. Caberá aos alunos reconhecerem o local, por intermédio dos quatro pedaços restantes, e procurarem o quinto pedaço no fundo do pátio. Faça o mesmo para os outros grupos. Talvez, surja dos próprios alunos a ideia cooperativa de unir todos os pedaços para localizar melhor os pontos. c) quando todos os grupos se juntarem e completarem o mapa inteiro, o professor marca o X do local a ser descoberto e coloca como regra que o prêmio só poderá ser aberto se a classe toda estiver junta na descoberta. Salienta-se que o prêmio pode ser uma bela mensagem educativa, ou um CD com uma música a ser trabalhada na aula.

Figura 1: Exemplo de croqui.

Fonte: Foto - Laércio Franco

DICAS

- O professor pode aumentar ou diminuir a complexidade das atividades, dependendo da maturidade da turma, numa possível sequência de aulas. Há dezenas de filmes, livros e outras fontes, que se utilizam de algo valioso escondido como tema de algo aventureiro e extraordinário (ex.: “Indiana Jones” e “Os Goonies” de Steven Spielberg, ou “As Minas do Rei Salomão”, de Steve Boyum), os quais podem ser uma opção estimulante para o professor e para os envolvidos. Salienta-se novamente que é necessário evitar o uso do termo “caça”, em prol de termos como orientação, enduro, trekking, corrida de aventura, entre outros que trabalham este tema.

- Dica de inclusão: Uma aula com muito apelo visual pode inviabilizar a participação de pessoas cegas ou deficientes visuais. É importante pensar estratégias de descrição das imagens e desenhos para essas pessoas, isso pode ser feito por um colega tutor.

RODA FINAL

- Promover os seguintes questionamentos: Você consegue reconhecer em seu mapa as construções da escola? Qualquer um conseguiria se orientar pelo seu croqui? Como vocês entendem que seriam os mapas antigos? Como vocês montariam uma corrida de orientação na escola? E no bairro?

PARA SABER MAIS

- Federação de Orientação de São Paulo (FOSP) - http://www.fosp.com.br/.

Plano 3 - Práticas Corporais de Aventura

Parkour II

RODA INICIAL

- Essa roda inicial se repete em relação à proposta realizada na aula anterior que pode ser acrescida de questionamentos em relação aos aspectos éticos presentes nesta prática, tais como entrada em locais não autorizados; como minimizar os impactos ambientais; relação com outros indivíduos que podem estar nos mesmos locais em que se pratica o Parkour; respeito às regras de trânsito. Dessa forma, apresentando novos conteúdos relacionados ao Parkour que poderiam ser desenvolvidos em várias aulas, ou até mesmo, poderiam ser o foco de tarefas de pesquisa diversas, utilizando a internet ou envolvendo outros professores.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Experimentando técnicas e manobras: utilizando colchões, ou uma lona sobre um gramado fofo, alunos deverão aprender a rolar para se defender de possíveis quedas. Importante não deixar o aluno apoiar a cabeça na execução do rolamento. Em seguida, os envolvidos deverão experimentar todos os obstáculos disponíveis – indicados pelo professor – antes de montar um percurso. Não se deve exigir que todos façam a mesma manobra, respeitando as limitações de cada um. A ideia é explorar a criatividade e contextualização dos conceitos do Parkour, dentro dos limites individuais.

2. O Parkour completo: os alunos, em grupos de três ou quatro colegas, deverão montar um percurso básico, de cinco a sete obstáculos, para que apresentem movimentos característicos da modalidade, levando em conta o conceito: traçar um percurso ou objetivo e, por meios próprios, alcançá-lo; após todos demonstrarem seu percurso, apresentar aos alunos algumas questões: os movimentos encontrados nessas práticas são comuns para eles? Sentiram dificuldade em realizar essas atividades em relação às habilidades motoras e à estrutura da escola? Essas práticas podem ser feitas em qualquer local público? Qualquer pessoa pode realizar o Parkour?

3. Parkour inclusivo: na atividade anterior, na qual utilizamos um percurso com vários obstáculos, devemos executar algumas vezes para os alunos terem maior confiança no percurso. Em seguida, após os questionamentos que os fizeram refletir sobre o contexto do Parkour, fazer a atividade em duplas, colocando uma venda nos olhos de uma das crianças, sendo o colega o guia que terá a responsabilidade de manter a integridade do companheiro para não esbarrar em nenhum obstáculo do percurso. O traceur cego pode, ou não, ser auxiliado pelo guia com as mãos, dependendo da confiança que for passando.

DICAS

- Os percursos podem ser criados em equipes de quatro, sendo que cada integrante pode realizar a manobra de acordo com seu limite. Importante limitar a quantidade de obstáculos e o local para a prática do Parkour para melhor controlar o grupo. Um playground é um local perfeito para a aula de Parkour.

RODA FINAL

- Perguntar sobre o nível de dificuldade, não utilizando as vendas e com as vendas? Os deficientes visuais podem realizar Parkour? Como minimizar os impactos ambientais desta atividade? Discutir se é possível adaptarmos o Parkour para uma pessoa com outras deficiências, além da visual, e se ela pode se tornar um praticante fora da escola.

PARA SABER MAIS

- Associação Brasileira de Parkour - http://abpkbrasil.wordpress.com/entendendo-o-Parkour/.

- Associação Gaúcha de Parkour - www.agpk.com.br ou http://agpk.blogspot.com/.

Plano 4 - Práticas Corporais de Aventura

Atividades sobre rodas II

RODA INICIAL

- O professor pergunta aos alunos onde eles conheceram e como foi o primeiro contato com o(s) equipamento(s). Em seguida, faz um levantamento sobre terminologias e nomenclaturas conhecidas sobre eles, podendo escrever num cartaz, ou no chão do pátio/quadra, um pequeno glossário, incluindo nomes de manobras, a ser utilizado no desenrolar dos conteúdos. Nem todos possuirão skates, patins, patinetes ou até bicicletas, por isso, pode-se perguntar à turma como é possível incluir todos os alunos nas atividades. Essa discussão deve ser conduzida pelo professor que, deve prever a inclusão de todos com segurança, tranquilizando aqueles que não sabem andar sobre rodas ou não possuem equipamentos específicos.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Experienciação de um circuito simples. Os alunos deverão apenas se deslocar utilizando qualquer equipamento sobre rodas, contornando dois ou mais cones (ou marcas) na quadra, sendo que, o professor poderá realizar intervenções em vários momentos, como sugerir aos alunos que não saibam andar de skates que o façam sentados ou deitados; sugerir desafios aos que já sabem andar (obstáculos, saltos, manobras etc.), sugerir uma rápida coreografia a um ou mais grupos etc.

2. Estafeta: criar grupos de seis ou sete colegas, em que cada equipe deverá possuir um skate ou bicicleta ou patinete (preferencialmente as equipes com o mesmo tipo de equipamento): a) as equipes se dispõem enfileiradas no fundo da quadra (pátio) e ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada equipe, estando sentado no equipamento sobre rodas, deve ser empurrado pelo segundo até uma marca ou cone do outro lado da quadra e retornar até o ponto inicial (ou por 2 colegas no caso de bicicletas). O primeiro aluno vai para o fim da fila, enquanto o segundo senta no equipamento e o terceiro o empurra no mesmo trajeto e assim por diante. A equipe encerra sua prática quando todos realizarem a tarefa. A primeira rodada não precisa ser competitiva, para melhor adaptação ao material.

DICAS

- O aluno que estiver sobre o equipamento não deve auxiliar o colega que está empurrando. Essa regra diminui possíveis acidentes: a) Dependendo do nível dos alunos, eles poderão se deslocar pilotando o equipamento, podendo, inclusive, variar as regras, tais como se deslocar deitado; utilizar apenas um dos membros (pé ou mão, lado direito e esquerdo) para se impulsionar; colocar diferentes obstáculos no percurso, dar tarefas para a fila, durante o deslocamento do colega etc.; b) Podem ser utilizadas variações consagradas de jogos de estafetas como, por exemplo: contornar a própria fila; contornar cada integrante da fila (ziguezague); passar entre as pernas dos colegas etc. Combinações com outros materiais pedagógicos, como bolas, cordas, colchões, também podem enriquecer a atividade. Uma das tarefas do corredor pode ser o arremesso da bola à cesta, deslocar-se quicando a bola; sair do equipamento, dar um rolamento e voltar sobre rodas (treinar quedas). Caso haja equipamentos diferentes para cada equipe (uma bicicleta em uma fila e skates para as outras, por exemplo), poderá ocorrer a troca do material entre elas.

RODA FINAL

- Abordar as diferenças de desempenho individuais, mas ressaltando que o resultado é coletivo (o mais rápido compensa o desempenho do mais lento). Perguntar se alguém conhece competições sobre rodas e como são as regras e os espaços dessas competições, campeonatos ou apresentações.

PARA SABER MAIS

- Exemplo de apresentação amadora sobre patins. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=AgAlzBEVMU4.Acesso em 20 de outubro de 2013.

- Exemplo de apresentação de cadeirantes. https://www.youtube.com/watch?v=myVcpK4g6Lw. Acesso em 20 de outubro de 2013.

Plano 5 - Práticas Corporais de Aventura

Práticas corporais de aventura sobre rodas e questões sobre deficiências

RODA INICIAL

Iniciar uma conversa com os alunos sobre questões relacionadas às deficiências (tipos de deficiência, pessoas com deficiência que sejam conhecidas dos alunos, participação das pessoas com deficiência em práticas de aventura). Feito isso, apresentar a proposta da aula.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. “Atividade sobre rodas com vendas”: organizar os grupos de alunos em trios e propor que sejam realizadas atividades de deslocamento com skate ou outro equipamento sobre rodas, em que um aluno estará usando vendas e os outros dois serão seus “guias”, dando apoio ao lado. Sugere-se que o aluno vendado se desloque, inicialmente, sentado e, somente após estar confiante e em condições, realize esta atividade de pé e, mesmo assim, com os colegas apoiando-o. Repetir este procedimento até que todos tenham tido as oportunidades de andar de “skate com vendas” e de serem os “guias”.

Figura 1: Aluno vendado sobre rodas, com apoio dos colegas.

Fonte: Foto - Laercio Franco.

DICAS

- Recomenda-se veementemente que esta proposta seja antecipada das aulas específicas sobre a (s) prática (s) escolhida (s) e que, seja discutida a relevância do envolvimento de todos para alcançar os objetivos e reduzir os riscos. Além disso, a escolha dos locais e o uso de equipamentos de proteção (capacetes, joelheiras e luvas) são de grande relevância se possível.

- O professor deve acompanhar as atividades e realizar intervenções caso ocorram situações inadequadas (um grupo de alunos vendados), ou os alunos se envolvam em situações de risco (ex.: deslocamento do grupo que está vendado para um local que não permita a realização desta proposta).

RODA FINAL

- Levantar as percepções dos alunos em relação à deficiência vivenciada e as sensações subsequentes. Levantar aspectos do cotidiano das pessoas com deficiência na sociedade (ex.: questões de acessibilidade, placas de identificação sonoras, travessia de cruzamentos de trânsito, em atividades esportivas tradicionais e práticas de aventura etc.), enfatizando a relevância das adaptações e, principalmente, da participação de todos para a superação de problemas. Questionar os alunos sobre as formas que estas práticas podem ser promovidas, para que seja possível a inclusão efetiva de pessoas com deficiência, enfatizando a relevância das adaptações e, principalmente, da participação de todos para que as propostas sejam exitosas.

PARA SABER MAIS

- MARQUES, A. C.; CIDADE, R.; LOPES, K. Questões da deficiência e as ações no Programa Segundo Tempo. In: OLIVEIRA, A. B.; PERIM, G. L. (Org.) Fundamentos Pedagógicos do Programa Segundo Tempo: da Reflexão à Prática. Maringá: EDUEM, 2009.

- Sugestão de filme: Alma de Surfista, disponível em: http://vimeo.com/63505722, acesso em 12 de novembro de 2013.

Plano 6 - Práticas Corporais de Aventura

Atividade sobre rodas III (Festival)

RODA INICIAL

- Após os alunos vivenciarem ao menos duas aulas de atividades sobre rodas, é interessante que exponham algumas de suas habilidades. Uma apresentação do grupo pode enriquecer uma série de competências de cada aluno, tais como a coletividade, cooperação, criatividade, entre outros. Salienta-se que não são necessários equipamentos sobre rodas para todos participantes, pois há possibilidade de coreografias múltiplas, e que não se deva exigir rendimento técnico das crianças, mas sua efetiva participação. Caso haja cadeirantes no grupo, esse momento pode ser especial para sua efetiva participação.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. O professor apresenta algumas opções de músicas para o grupo votar e escolher apenas uma música tema. Dividir o grupo em equipes de cinco ou seis integrantes, cada grupo deverá apresentar uma sequência coreográfica de três movimentos, utilizando ao menos um equipamento sobre rodas. Portanto, dentro da apresentação poderá haver movimentos coreográficos apenas corporais, sem rodas, isso caso não haja equipamentos para todos.

2. O grupo deverá unir todas as coreografias produzidas pelas equipes em uma única apresentação;

3. Dependendo do envolvimento do grupo e da comunidade, é possível convidar parentes e amigos presentes na escola para assistir à apresentação (talvez em outro dia).

DICAS

- Normalmente, a estratégia de dividir em grupos minimiza a exposição dos tímidos, mas, se mesmo assim, houver recusa de um ou outro aluno em se apresentar, coloque-o em outra função, como a de jurado, por exemplo.

RODA FINAL

- Primeiramente, elogiar a participação dos alunos e solicitar que o grupo faça uma avaliação do processo de criação e do resultado.

PARA SABER MAIS

- Exemplo de apresentação amadora sobre patins. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AgAlzBEVMU4. Acesso em 20 de outubro de 2013.

- Exemplo de apresentação de cadeirantes. https://www.youtube.com/watch?v=myVcpK4g6Lw. Acesso em 20 de outubro de 2013.

Plano 7 - Práticas Corporais de Aventura

Surfe

RODA INICIAL

Iniciar a conversa questionando os alunos sobre o que eles conhecem do surfe, buscando abordar aspectos históricos (ex.: possíveis origens, início da prática em diferentes países e no Brasil etc.) e contemporâneos (ex.: locais no mundo em que o surfe é praticado, personalidades internacionais e brasileiras que se destacam nessa prática, presença de caráter recreativo e esportivo etc.).

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Desenhar a prancha no chão e simular o surfar. Pode ser com giz, na quadra mesmo. Dependendo da estrutura da escola, é possível adaptar bancos suecos ou similares para essa função. Os alunos deverão verificar os principais tipos de prancha existentes e concretizá-las numa representação na quadra. Os envolvidos podem escolher o tipo que quiserem. Apenas peça que não pintem “dentro” da prancha para não se sujarem, pois, em seguida se deitarão nela; - desenhar na quadra a sequência: a) alto mar; b) local onde se formam as ondas, c) local onde arrebentam as ondas e d) da praia. Após isso, todos deverão deitar em suas pranchas. Ao comando do professor “Onda”, os alunos devem levantar e surfar por alguns segundos. Ao novo comando “Vento”, os alunos trocam de prancha e deitam. Repetir algumas vezes a atividade.

2. Assim que os alunos tiverem noção do que é o surfe, o professor pode verificar se eles conseguiram contextualizar os conceitos ao realizar o jogo “Vivo ou Morto”, trocando os comandos para “Onda ou Prancha” (PEREIRA; ARMBRUST, 2010): a) os alunos começam deitados em pranchas desenhadas no chão; b) o professor comanda “Onda” – os alunos devem levantar (dropar) e simular o movimento do surfe. O professor comanda “Prancha” – os alunos devem deitar e remar, simulando o romper das ondas a sua frente. Assim como no jogo “Vivo ou Morto”, o professor deve tentar enganar os envolvidos, mudando a sequência dos comandos. As posições em pé podem variar, pedindo que fiquem num pé só ou que inventem manobras.

3. O surfe requer equilíbrio e coordenação e, durante a prática, um dos movimentos que precisam ser realizados é para ficar em pé na prancha ou subida rápida. Sobre a prancha desenhada no chão, os alunos deverão realizar as manobras a seguir, como se estivessem no mar, a partir dos comandos dados pelo professor: 1- o surfista deixa a margem e rema deitado na prancha, furando a arrebentação das ondas – comando: “Remar”; 2- o surfista flutua na água próximo do local onde a onda começará a quebrar – comando: “Pare de remar e se prepare para a onda”; 3- quando a onda se aproxima, o surfista rema com mais força para alcançá-la. Esse passo denomina-se pegar a onda e requer uma força maior dos braços – comando: “Remar rápido”; 4- pouco antes de a onda começar a quebrar, o surfista empurra a prancha para baixo, como se estivesse fazendo uma flexão de braços. Ao mesmo tempo, ele puxa as pernas para baixo do corpo, firma os pés e fica em pé (subida rápida) – comando: “Ficar em pé”.

DICAS

- Dica para a atividade 3: É possível desenhar as pranchas na largura de colchonetes e utilizá-los para que os alunos se deitem. Além de utilizar “desenhos no chão com giz” é possível utilizar colchonetes, caixas de papelão aberta, tábuas etc. Esses equipamentos podem viabilizar a participação de pessoas com deficiência visual.

- Para as três atividades, além dos comandos orais/sonoros, é possível associar comandos visuais/gestos para que alunos surdos ou com deficiência auditiva participem da atividade.

RODA FINAL

- Questionar os alunos sobre as dificuldades de equilíbrio e as diferenças possíveis na prática sem ondas e com ondas no mar. Perguntar sobre as diferentes manobras. Abrir um debate sobre como fazer quando as ondas são muito grandes ou muito pequenas e outros. Por fim, abordar aspectos relacionados à gestão de riscos no surfe (equipamentos e técnicas necessárias, características dos espaços, correnteza). Além disso, orientar os alunos que esta atividade é uma adaptação à modalidade e que, caso queiram praticá-la, isso deve ser realizado com supervisão ou orientação.

PARA SABER MAIS

- SURFE. Surfe. Wikipédia, disponível em www.wikipedia.org/wiki/Surfe – acesso em 16 de fevereiro de 2010.

- PEREIRA, D.W; ARMBRUST, I. Pedagogia da Aventura: os esportes radicais, de aventura e de ação na escola. 1 ed. Jundiaí, SP: Fontoura, 2010.

Acessar também:

http://www.youtube.com/watch?v=CE6QdokBc-4&NR=1&feature=fvwp

Plano 8 - Práticas Corporais de Aventura

Slackline II

RODA INICIAL

- Material para o professor: slackline, assim como outras práticas de aventura, podem gerar impactos ambientais, como a utilização indiscriminada de estruturas de suporte para a fita tubular (ex.: árvores de reduzidas dimensões) e problemas na relação dos praticantes com outras pessoas que podem frequentar os mesmos locais ou próximos a estes durante as atividades. Nesse sentido, estratégias para minimizar estes impactos se relacionam com a utilização de estruturas de fixação específicas, como postes e slackpoints (consultar a sessão PARA SABER MAIS), que são os mais indicados, ou o emprego de árvores (grandes dimensões, que podem ser utilizadas para esse fim e com materiais de proteção). No que se refere ao compartilhamento de espaços para a realização da prática de slackline, o mais indicado é sempre buscar realizar esta atividade de modo a não interferir com os objetivos de outros indivíduos (partilha de espaços ao ar livre).

- Iniciar uma conversa sobre o tema com os alunos, a fim de promover um levantamento de informações sobre os locais conhecidos em que ocorre a prática de slackline (ex.: praças, parques, associações, praias), para discutir as estratégias que minimizem possíveis impactos ambientais que sejam gerados por essa prática de aventura, para então apresentar a proposta que será realizada no dia.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Realizar uma caminhada, de modo a levantar possíveis espaços dentro da escola que possam ser empregados para a montagem do slackline, para explicitar as diferenças entre a utilização de estruturas já construídas e outras naturais, bem como as estratégias para realizar esta atividade, de modo a interferir ao mínimo nos objetivos de outros estudantes que possam realizar atividades diferentes nos mesmos locais (ex.: montar uma estrutura de slackline, usando a estrutura da tabela de basquete em uma quadra, ao mesmo tempo em que outros estejam praticando esse esporte; montar a estrutura de slackline entre árvores nas quais pessoas estejam sentadas abaixo dessas).

2. Montar a fita tubular entre dois pontos de fixação (preferencialmente em estruturas construídas ou árvores, conforme descrito anteriormente) que não sejam mais distantes do que 10 m (preferencialmente 7 m) e a uma altura de 30 cm. Salienta-se que é de grande relevância que o grupo acompanhe a montagem da estrutura para a prática de slackline, pois isso se relaciona com o desenvolvimento de percepções sobre os riscos existentes, os possíveis impactos ambientais e as formas que estes podem ser tratados ou minimizados. a) organizar os alunos em duplas e realizar atividades de equilíbrio, em que um dos colegas permanece ao lado do colega que está em cima da fita, também propondo buscar equilibrar-se em um pé de cada vez; b) ainda em duplas, um destes irá realizar a travessia, podendo apoiar suas mãos nas mãos do colega (apoio) que estará caminhando ao lado da fita. Após a ida e o retorno, passar para a dupla seguinte e, quando todas as duplas tiverem passado, realizar alteração de posições (dos que estavam em cima da fita) e repetir a atividade até que todos possam praticar. Os alunos que tiverem interesse podem experimentar o deslocamento de forma independente (preferencialmente acima de grama ou com proteção de colchonetes).

Figuras 1 e 2: uso de estruturas artificiais e slackpoints.

Fonte: Foto - Rodrigo Cavasini

3. Para grupos mais avançados, organizar os alunos em quartetos, em que dois se deslocarão na fita, simultaneamente, mas mantendo uma distância de 1 m, contando com outros dois colegas dando apoio em terra. Além disso, pode ser proposto que os alunos busquem se encontrar na parte central da fita e, inclusive que troquem de posição e prossigam no deslocamento.

DICAS

- Dica para a atividade 3: essas atividades podem ser consideravelmente desafiadoras e, dependendo das características de cada grupo, talvez seja necessário um tempo maior para a realização do que foi proposto ou, até mesmo, empregar mais do que uma aula.

RODA FINAL

- Questionar os alunos sobre os desafios enfrentados na aula (equilíbrio, força, trabalho em equipe, confiar nos colegas, montagem das estruturas), além disso, realizar um debate sobre as diferentes estratégias que podem ser empregadas para minimizar os impactos ambientais dessa e de outras práticas de aventura.

PARA SABER MAIS

- Informações sobre o Slackline. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Slackline; http://en.wikipedia.org/wiki/Slacklining , acesso em 14 de novembro de 2013.

- Vídeo da construção de slackpoints, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=GlkQ7lSCoOk, acesso em 19 de outubro de 2013.

Plano 9 - Práticas Corporais de Aventura

Arvorismo III

RODA INICIAL

- Iniciar uma conversa sobre o tema, a fim de promover um levantamento dos alunos com experiências anteriores em atividades que exijam equilíbrio, força, trabalho em equipe, liderança e tomada de decisão (ex.: alunos que já tenham praticado modalidades como skate, ciclismo, slackline...), para explorar tais experiências e aproximar da realidade de cada grupo. Feito isso, apresentar a proposta que será realizada, ao mesmo tempo em que se busca promover uma relação com conhecimentos e experiências prévios dos alunos.

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Empregar os conhecimentos anteriores sobre técnicas de nós, tração de cordas e segurança e montar uma estrutura com cordas entre dois ou mais pontos de fixação, preferencialmente postes ou árvores de grandes dimensões e que possam ser usadas para esse fim: a) divididos em grupos, deverão montar obstáculos semelhantes aos discutidos e vivenciados anteriormente, deixando margem para a criação de novas situações de passarela de um ponto ao outro; b) importante manter o conceito de obstáculos suspensos, mantendo as características do arvorismo, sendo que deverá haver ligação entre uma passarela e outra, de forma que não haja grandes dificuldades para os menos habilidosos realizarem a transposição.

2. Individualmente, os alunos atravessarão de um lado para o outro, podendo contar somente com o suporte das cordas (sem encostar no chão). Sugere-se que os alunos realizem esta atividade (deslocamento na corda) um de cada vez e, se for possível, repitam-na ao menos uma vez; a) em duplas, atravessar de um lado para o outro, podendo contar somente com o suporte das cordas e sem encostar-se no chão; b) em trios ou grupos maiores - atravessar de um lado para o outro, podendo contar somente com o suporte das cordas e sem encostar-se no chão.

3. Empregar a estrutura (usando apenas a corda mais próxima ao chão), em que os alunos deverão realizar as seguintes atividades: a) em grupos de cinco ou mais integrantes, os alunos buscarão atravessar de um lado para o outro, podendo contar somente com o auxílio dos integrantes do grupo, podendo ou não, encostar-se ao chão. Salienta-se que está atividade poderá demandar um tempo considerável para sua realização, pelos desafios de trabalho em equipe, tomada de decisão e liderança.

DICAS

- Dica da atividade 2: recomenda-se que um ou mais alunos acompanhem os colegas que estiverem realizando as atividades com as cordas. Para tanto, deslocando-se ao lado, servindo de apoio e intervindo caso seja necessário. Para a realização desta atividade de forma simultânea (vários alunos), sugere-se que as estruturas e cordas sejam adequadas para essa maior solicitação de força.

- Dica da atividade 3: frente ao caráter desafiador desta tarefa, sugere-se que o professor atue diretamente, dando dicas e orientações aos alunos, caso estes enfrentem muitas dificuldades para a realização desta proposta. Nesse sentido, os links de vídeos disponíveis nas referências “PARA SABER MAIS” apresentam diversas possibilidades de realização desta e de outras atividades de desafios com cordas.

Figuras 1 e 2: propostas de Circuitos de Desafio com Cordas.

Fonte: Foto - Rodrigo Cavasini

RODA FINAL

- Questionar os alunos sobre as possíveis dificuldades relacionadas à tomada de decisão, trabalho em equipe, liderança e equilíbrio, para estimular a discussão sobre a relevância de buscar soluções para os problemas de forma participativa.

PARA SABER MAIS

- Sites recomendados, disponíveis em: http://www.animatedknots.com/;http://www.slideshare.net/chefenei/manual-de-ns,http://www.guiafloripa.com.br; http://www.webventure.com.br; http://www.360graus.com.br. Acesso em 11 de novembro de 2013.

- Vídeos com diversas atividades sendo realizadas em circuito de desafio com cordas. Disponíveis em:http://www.youtube.com/watch?v=UilTzzM3D-8; http://www.youtube.com/watch?v=aivcZF5lAo4, acesso em 5 de novembro de 2013.

- EXTREMERA, A. B. Programas didácticos para educación física a través de la educación de aventura. Espiral. Cuadernos del Profesorado, n.7, vol. 4, 2011.

Plano 10 - Práticas Corporais de Aventura

Trekking e Educação Ambiental II

RODA INICIAL

- Iniciar uma conversa com os alunos sobre as relações existentes entre os seres humanos e desses com a natureza, enfatizando situações ligadas aos resíduos produzidos e dispostos de forma irresponsável pelo ser humano (ex.: latas de refrigerante largadas na rua) e de que forma isso se faz presente nas práticas de aventura (ex.: resíduos largados ao longo de trilhas).

- A promoção de atividades de educação ambiental em conjunto da prática de trekking também pode ser realizada por meio de propostas que busquem melhorar a qualidade do meio ambiente. Para tanto, torna-se relevante ampliar a compreensão destas abordagens educacionais que podem ser organizadas em três grupos: atividades educacionais sobre o meio ambiente, que propicia informações sobre os fenômenos ambientais (ex.: conversas sobre problemáticas ambientais); atividades educacionais no meio ambiente que emprega atividades ao ar livre, como as práticas de aventura, para o desenvolvimento de habilidades e aprendizados (ex.: prática orientada de trekking); e atividades educacionais para o meio ambiente, em que as intervenções são direcionadas para o enfrentamento de problemáticas ambientais (ex.: recolhimento de resíduos próximos às trilhas).

DESENVOLVIMENTO DA AULA

1. Durante a atividade de trekking, estimular os alunos a adotar práticas de mínimo impacto ambiental, além de propor que sejam recolhidos resíduos que estejam dispostos de forma inadequada ao longo da trilha. Para tanto, recomenda-se enfaticamente que todos os participantes desta atividade, tenham luvas (preferencialmente) ou sacolas plásticas que possam ser usadas durante o recolhimento de materiais.

2. No retorno da atividade, realizar uma separação (preferencialmente usando luvas) dos resíduos que foram coletados, como plásticos, latas de alumínio e papéis, seguida do devido encaminhamento (associações de recicladores, coleta de lixo seletiva).

DICAS

- Dica para a atividade 1: sugere-se que sejam levados sacos plásticos com dimensões adequadas para a proposta, de modo que o grupo possa colocar e carregar os materiais que forem retirados da natureza.

- Dica para a atividade 2: esta atividade pode ser promovida em conjunto de professores de diferentes áreas, de modo a tratar deste tema de forma interdisciplinar, ampliando o aprofundamento da proposta. a) dependendo das características do grupo, é possível transformar a coleta em um jogo, com regras competitivas, como: vence o grupo que pegar mais detritos com deterioração mais demorada; ou os maiores; ou os mais poluentes; ou os mais fáceis de reciclar, entre outros, de acordo com a realidade do local.

RODA FINAL

- Questionar os alunos sobre as formas que estas atividades na natureza podem ser realizadas, de modo a promoverem melhorias ao meio ambiente. Além disso, discutir sobre a inclusão de pessoas com deficiência em atividades de trekking.

PARA SABER MAIS

- Consultar referências do plano anterior.

- Sites com informações sobre os Princípios de Não Deixar Rastros, disponíveis em http://www.nols.edu/espanol/cursos/ndr/, http://lnt.org/learn/sin-dejar-huellas , acesso em 10 de novembro de 2013.

- DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e Prática. São Paulo: Gaia, 2010.

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